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Setores da economia: saiba mais sobre eles

    Setores da economia saiba quais são eles

    Os setores da economia são, tradicionalmente, divididos em três setores diferentes: primário, secundário e terciário. Eles são estudados dentro da geografia e da economia.

    Dentro do capitalismo, regime econômico que rege o mundo atual, os setores econômicos são responsáveis pela movimentação financeira dos países.

    Todos os países possuem os três setores da economia. Entretanto, cada país tem o predomínio de um setor econômico diferente, dependendo da sua principal atividade econômica. Saiba mais sobre os três setores da economia lendo o artigo abaixo:

    O que é cada um dos setores da economia?

    A divisão nos três setores da economia é feita de modo que as atividades parecidas, ou seja, com um fundamento similar, fiquem juntas. Desse modo, o setor primário está relacionado a matérias-primas, como extração de minério e outros recursos naturais. Mas não é só a exploração de recursos naturais que compõe o setor primário, a agricultura, a pecuária e a pesca também estão dentro desse setor.

    Esse setor é, também, o responsável por fornecer as matérias-primas usadas nas indústrias, sendo que o ato de exportação delas também é contado como uma atividade do setor da economia primário.

    O setor da economia secundário engloba todas as atividades industriais. A produção de qualquer indústria, seja ela de papel até materiais eletrônicos, entra nesse setor. Assim, esse setor é fundamental para o fornecimento de bens de consumo para a sociedade. Entretanto, é importante lembrar que tudo usado nesse setor, é fornecido pelo setor da economia primário. Assim, um setor depende fortemente do outro para realizar suas atividades.

    O setor da economia terciário está relacionado a prestação de serviços. Esses serviços podem ser prestados por pessoas, empresas ou por comércios. Os profissionais formais e informais que prestam serviços, como vendedores, comerciantes, entre outros, se incluem nesse setor. Mas não só eles, os prestadores de serviços públicos também entram nessa categoria. Assim, profissionais do SUS, da polícia civil e qualquer outro servidor público também está dentro desse setor.

    Lembrando que os profissionais que se encaixam dentro do setor da economia terciário usam o que foi produzido nos outros dois setores, sendo dependente deles. Entretanto, esses mesmos profissionais são os responsáveis pela produção dos setores primários e secundários. Isso mostra a dependência que todos os setores possuem uns dos outros.

    Quais as vantagens e desvantagens de cada um?

    O setor da economia primário possui a vantagem de ser o responsável pela produção de alimentos, que é uma necessidade básica de qualquer sociedade. Além disso, possuir as matérias-primas dos outros setores é fundamental para que os outros setores possam se desenvolver. Entretanto, os produtos desse setor possuem pouco valor agregado, gerando um baixo retorno financeiro para o país. Além disso, a extração de recursos naturais pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente.

    O segundo setor da economia agrega valor as matérias-primas do primeiro setor. Assim, é mais vantajoso para um país vender um produto que já passou por uma transformação do que vender ele bruto. O retorno financeiro é maior, tornando a venda mais interessante. Todavia, essa transformação da matéria-prima em algo mais elaborado gera gastos energéticos altos, além de gerar resíduos químicos que podem ser tóxicos.

    A vantagem do setor da economia terciário é que a mão de obra para os dois primeiros setores e para os serviços essenciais para a sociedade vem desse setor. Assim, sem ele, nenhum dos dois setores funciona. Todavia, não basta ter somente a mão de obra, os outros setores precisam ser capazes de absorver esses trabalhadores.

    Por isso, é importante que um país invista em mais de um setor da economia. Como um setor complementa e depende do outro, investir em todos permite uma economia mais equilibrada e autônoma.

    Qual o setor predominante no Brasil?

    O Brasil começou sua economia baseada no setor primário. Historicamente, esse setor da economia foi escolhido pelos colonizadores do país. A primeira atividade econômica desenvolvida em território brasileiro foi a extração de pau-brasil. Ela foi seguida pela extração cana-de-açúcar e, depois, pela extração de ouro e outras pedras preciosas. Todas essas atividades se encaixam no setor da economia primário.

    Entretanto, não foram só essas atividades que fizeram a economia brasileira ser pautada no primeiro setor. Portugal proibiu que o Brasil desenvolvesse qualquer indústria desde o início da colonização até o ano de 1808. Além disso, terminada a proibição, os produtos industrializados que chegavam de outros países eram baratos, o que desencorajou a implementação de indústrias em solo brasileiro.

    O setor da economia secundário teve seu desenvolvimento muito prejudicado pelo modo como ocorreu a colonização no Brasil. Entretanto, na Era Vargas, a indústria conseguiu ter um bom desenvolvimento, o que foi de extrema importância para a economia do Brasil, que é um país em desenvolvimento. Todavia, o polo industrial do país ainda é muito centralizado na região sul-sudeste, o que atrasa o desenvolvimento das demais regiões.

    Entretanto, o grande trunfo do Brasil foi transformar a agricultura em agronegócio, uma espécie de junção dos dois primeiros setores que aproveita o histórico de fornecedor de alimentos do país.

    É preciso destacar, entretanto,  que, assim como o resto mundo, a maior parte do PIB do Brasil é proveniente do setor terciário. A globalização fez desse o setor que mais cresce no mundo em um processo de terceirização da economia.

    Quais os setores adicionais aos três tradicionais?

    Existem ainda mais duas divisões dentro de setores da economia. Entretanto, eles são pouco usuais e não são consideradas por todos os estudiosos. Apesar disso, ainda há quem defenda a existência dos setores da economia quaternário e quinário.

    O setor da economia quaternário, também chamado de terciário superior, seria o relacionado aos trabalhos que envolvem tecnologia avançada. Além da geração de informação, como a área da pesquisa, e da troca de informações, como a área da educação.

    Já o setor quinário da economia envolveria o trabalho das ONGs, dos agentes de segurança pública, dos bombeiros e dos demais trabalhos não remunerados, mas ligados à educação, cultura e saúde.

    Os defensores desses dois setores da economia adicionais justificam que as atividades que surgiram após o fim da Era industrial não se encaixam bem nos setores tradicionais. Por isso, seria necessário criar novas categorias de classificação.

    Entretanto, por ser um assunto ainda novo, os conceitos de setores da economia quaternário e quinário ainda não está bem estabelecido e não há consenso sobre eles.

    Todavia, isso não significa que esses conceitos não serão aderidos com o tempo. Quando o assunto de atividades pós-industriais não for tão recente, os estudos serão mais aprofundados e melhores definidos. Isso, provavelmente, ajudará na aceitação deles.