Cloridrato de ranitidina: remédio é retirado do mercado

cloridrato de ranitidina

Indicado para o tratamento de úlceras e problemas gástricos, o cloridrato de Ranitidina foi retirado do mercado após risco de contaminação de nitrosamina, substância impura tida como possível causadora do câncer em seres humanos.

Programação do Recall do Cloridrato de Ranitidina

Após identificação da substância, Aché, Medley e outras distribuidoras do remédio decidiram recolher todos os comprimidos disponíveis no mercado, seguindo recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Apesar de não confirmada a presença da substância, as empresas optaram por retirar o medicamento para minimizar a possibilidade de infecção por parte dos usuários. A princípio, a medida será válida para os lotes das dosagens de 150 e 300mg.

O que é N-nitrosodimetilamina?

N-nitrosodimetilamina, ou NDMA, é um composto orgânico impuro e perigoso para seres humanos. Em sua composição foram encontradas substâncias causadoras de câncer, o que obviamente, exige que o público em geral fique longe da composição.

Assim como os comprimidos de cloridrato de ranitidina, alguns remédios para hipertensão também foram recolhidos do mercado por conterem tal substância.

Aos poucos, novas opções com novas receitas estão voltando às farmácias, porém é de extrema importância que antes de consumi-los, assim como qualquer outro medicamento, a bula seja minuciosamente lida e conferidas as substâncias presentes no remédio.

”É melhor prevenir do que remediar”

Ainda que a presença não tenha sido realmente confirmada, os laboratórios optaram pelo recall voluntário para minimizar os riscos e obviamente, evitar que mais pessoas tenham contato com a possibilidade de estarem ingerindo remédios com NDMA.

Além dos lotes retirados, ambas empresas preferiram evitar a distribuição de outros lotes já produzidos, visando realizar a testagem de todos os comprimidos.

Caso detectada a substância, todos os lotes serão descartados. Até então, os laboratórios não anunciaram possíveis substitutos para o remédio em questão.

Adequação às indicações da ANVISA

Apesar de preocupante, é importante ressaltar a rapidez de ambos laboratórios em prontamente retirar todos os comprimidos de cloridrato de ranitidina do mercado. 

O mesmo aconteceu anteriormente com os comprimidos e xaropes Label, potenciais substitutos do cloridrato de ranitidina. Por conta dessa especulação, sua produção foi descontinuada e desde dezembro de 2021, encontrá-los se tornou impossível.

O risco da nitrosamina processadas

Por incrível que pareça, as nitrosaminas são encontradas em água potável e em alguns alimentos presentes em nossa alimentação diária.

Segundo a ANVISA, o estado de atenção refere-se a substância processada, formato encontrado na produção de fármacos. Em tal condição a NDMA torna-se impura e consequentemente, perigosa.

Para evitar situações semelhantes como a ocorrida com o cloridrato de ranitidina, o órgão sugeriu que todos os laboratórios testem minuciosamente seus insumos, visando detectar previamente substâncias impuras como essas, ou em alguns casos, até mais nocivas.

Fiscalização rigorosa por parte da ANVISA

Desde 2018, a Anvisa realiza testes junto aos laboratórios visando testar todo medicamento produzido e evitar que esse tipo de situação aconteça. 

Além do cloridrato de ranitidina, a impureza foi previamente encontrada em remédios para pressão arterial, o que obviamente resultou no recolhimento dos lotes e retirada de alguns medicamentos do mercado em cenário nacional e internacional.

Atenção redobrada

Dadas as informações, novamente frisamos a necessidade de que a bula de qualquer medicamento seja lida antes de sua ingestão, e claro, de que os laboratórios sejam muito mais cuidadosos nos processos produtivos de fármacos em geral.

Expostas as informações, reforçamos a necessidade de que em casos de reações estranhas após a ingestão de qualquer remédio, um médico seja imediatamente consultado. O consumo de remédios deve ser feito apenas sob prescrição médica, tal medida minimiza a possibilidade de exposição a situações como a citada e torna eventuais processos de cura ainda mais assertivos. 

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