Livro de Chen Zhongshi recria os conflitos que marcaram o país com uma narrativa que permeia história e folclore

Em maio de 2016, milhares de pessoas se reuniram para dar adeus a Chen Zhongshi em seu velório em Xi’an, capital da sua província natal de Shaanxi. Nas suas últimas décadas de vida, o autor viu sua popularidade crescer imensamente – tudo por conta do sucesso internacional de Na terra do Cervo Branco (Estação Liberdade, 864 pp, R$ 119 – Trad.: Ho Yeh Chia, Márcia Schmaltz e Mauro Pinheiro). A obra é fruto do esforço monumental de recriar as marés históricas e conflitos políticos do século XX na China, ao mesmo tempo acertando contas com a milenar tradição do país. Na planície que dá nome ao livro, as famílias Bai e Lu, parte de um mesmo clã, alternam-se no poder. Acompanhamos três gerações destas famílias, lideradas respectivamente pelo honrado Bai Jiaxuan e por seu amigo e rival Lu Zulin, enquanto tentam passar pela arrasadora onda de mudanças e destruição a que o povo chinês foi submetido na primeira metade do século XX. Com um importante fundo histórico, o elenco de personagens criado por Chen Zhongshi compõe um retrato das formas possíveis de viver perante as catástrofes do destino.

Fonte: Publish News

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