Apanhadão: Livrarias e entidades do livro preparam segundo ano da campanha #VemPraLivraria

E mais: Livro de Monteiro Lobato não tem previsão de reedição por ser considerado racista; Panini que prevê o lançamento de 20 clássicos da Disney e Ler doa cinco mil livros para o projeto de remição de pena pela literatura

As obras de Monteiro Lobato entraram em domínio público no início do ano e desde então, suas histórias estão sendo reeditadas por várias editoras, em diversas versões. Mas uma obra do autor parece condenada ao esquecimento: Negrinha, que completa cem anos em 2020. O livro é uma coletânea de contos que traz, entre os textos, a história do título e que foi chamado de racista por conter trechos como “mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados” ou “era uma negrinha, magricela, um frangalho de nada”. Segundo a coluna Painel das Letras, editoras como Companhia das Letras, FTD, Autêntica e Globo afirmam não ter previsão de lançar Negrinha. Uma das únicas editoras a encarar a empreitada foi a Principis (Ciranda Cultural), que lançou o livro no início deste ano.

A coluna ainda adiantou que livrarias e entidades do livro preparam pelo segundo ano seguido a campanha #VemPraLivraria para incentivar compras neste fim de ano. O cronograma de lançamento ainda está sendo definido.

Uma revista em quadrinhos de 1939 que introduziu personagens da Marvel pela primeira vez foi vendida pelo valor recorde de US$ 1,26 milhão em um leilão, informou a casa de leilões Heritage Auctions, da cidade de Dallas. Segundo o Estadão, a revista Marvel Comics No. 1 apresenta as primeiras aparições de personagens como o Tocha Humana. A venda foi parte de um leilão de quatro dias de quadrinhos antigos e artes relacionadas aos quadrinhos.

Na coluna da Babel, destaque para a Panini que prevê o lançamento de 20 clássicos da Disney para o próximo ano. Ela retoma as publicações canceladas pela Abril, que está em recuperação judicial. Os primeiros lançamentos já serão encontrados na Comic Con Experience (CCXP) que acontece entre os dias 5 e 8 de dezembro. E no Reino Unido, acaba de ser criado o Imagine me stories, um clube de assinatura de livros para crianças. A cada mês, os pequenos assinantes recebem de dois a três livros de ficção e não ficção com personagens negros.

Na coluna Avant-Première, do Valor Econômico, Larissa Caldin, Publisher da Primavera Editorial falou sobre uma das tendências vistas na Feira do Livro de Frankfurt: a distopia feminina. “Chegou ao Brasil e seguirá pelo próximo ano”, disse ao jornal. A coluna ainda contou que a Ler – Salão Carioca do Livro irá doar cinco mil livros para o projeto de remição de pena pela literatura, que permite ao detento quitar parte de sua penalidade por meio da leitura mensal de uma obra literária. Os livros serão destinados à revitalização de bibliotecas situadas em presídios ou em áreas desfavorecidas.

N’O Globo, Ancelmo Gois noticiou que a Fiocruz lança a Cartilha de Prevenção à Violência Armada. O material mostra o impacto da violência armada na saúde de moradores e trabalhadores de Manguinhos, Maré e Jacarezinho. Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados relataram que a violência com uso de armas de fogo teve reflexos na saúde deles, inclusive com sofrimento psíquico.

Fonte: Publish News

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