O sucesso acachapante de “O Exterminador do Futuro” e “O Julgamento Final” foi um marco no cinema blockbuster que tornou inevitável que o estúdio explorasse a saga até esgotar a última gota em filmes medíocres. Mesmo que “A Salvação” tenha suas qualidades, seu antecessor, “A Rebelião das Máquinas”, e seu sucessor, “Gênesis”, são vistos como desastres tanto pela crítica quanto pela legião de fãs do universo das máquinas.

Assim, o anúncio de mais um filme da série apenas quatro anos após “Gênesis” não empolgou muito o público, mas a notícia do retorno de James Cameron como produtor era uma luz no fim do túnel. Afinal, o cineasta escreveu, dirigiu e produziu os dois primeiros capítulos, que de longe são os dois grandes filmes da saga. Cameron é um dos grandes nomes do cinema de ação nas últimas décadas, tendo inclusive também revitalizado “Alien” com o ótimo “Aliens: O Resgate”.

Mas após três filmes, como contornar as transformações ocorridas no universo, como a morte de Sarah Connor antes mesmo dos eventos do terceiro filme ocorrerem?

Tim Miller (à esquerda) conversa com Linda Hamilton no set

A solução de “Destino Sombrio” é simples, mesmo que demande boa vontade do espectador: tudo que acontece após “O Julgamento Final” foi ignorado. Encontramos, portanto, uma envelhecida Sarah Connor (Linda Hamilton) em uma missão ao lado da humana modificada Grace (Mackenzie Davis) para proteger Dani Ramos (Natalia Reyes), o novo alvo das máquinas que deve ser neutralizado para que os humanos não criem uma forte resistência no futuro.

A trama se assemelha bastante a do segundo filme, já que emula bastante tanto sua estrutura quanto suas soluções narrativas – como mostra o trailer, mais uma vez, uma máquina com o visual de Arnold Schwarzenegger surge para ajudar os mocinhos – e funciona justamente por ser focada exclusivamente na ação arranjada por Tim Miller (de “Deadpool”).

Fonte: B9

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