A convite da Enel Brasil, fomos a Milão acompanhar a 18ª edição do #EnelFocusOn, plataforma de conteúdo sobre inovação da empresa que já propiciou encontros entre diversas personalidades do mundo da tecnologia e influenciadores digitais de todos os cantos do mundo.

Na edição deste ano, o destaque do evento foi todo dado à nova e crescente área de Data Science (que você já conhece porque gravamos um Braincast sobre o tema, é claro!): Kathryn Parsons, fundadora da Decoded, falou sobre a importância desta nova área e em como as empresas precisam se preparar para não apenas se adequarem em projetos que levem a grande produção e processamento de dados em consideração, como também em como abrir oportunidades para seus funcionários desenvolverem skills em dados.

Kathryn Parsons, fundadora da Decoded

Já pelo Enel Group, a fala foi de Silvia de Francisci, Head of New Technologies and Innovation na Enel Brasil. Ela apresentou o projeto Urban Futurability, um conjunto de inovações a ser implantadas nas cidades para que os serviços associados à distribuição de energia funcionem de maneira cada vez mais inteligente.

Silvia de Francisci, Head of New Technologies and Innovation na Enel Brasil

E a cidade escolhida para ser a primeira a ter estas inovações implantadas foi São Paulo. Mais precisamente, o bairro da Vila Olímpia, que compreende boa parte dos grandes escritórios da cidade, sendo um importante cenário para testar soluções num modelo mais caótico. “É uma cidade com desafios, mas onde a tecnologia poderá ser testada numa megacidade complexa. Se for viável, é neste ambiente que saberemos”, afirmou a executiva durante o evento.

Para o projeto, serão investidos aproximadamente R$ 125 milhões nos próximos três anos, com recursos do programa de  Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A iniciativa contempla a criação de uma réplica digital tridimensional da rede elétrica e a instalação de 4.900 sensores que coletarão dados sobre as condições da rede. Além disso, o mapa digital da rede em 3D permitirá compartilhar informações, uma vez que serão mapeados, junto com a rede elétrica, os ativos de telecomunicações, de iluminação pública, semáforos e diversos outros.

Num segundo momento, está prevista também a incorporação de soluções de mobilidade elétrica, mobiliário urbano conectado e de iluminação inteligente. A empresa dá assim o passo inicial para transformar a cidade de São Paulo em uma cidade inteligente – ou smart city. Cidades Inteligentes, aliás, já foram tema de um Mupoca que você pode ouvir aqui mesmo no B9.

O ponto de encontro entre as falas é justamente nos dados: uma solução tecnológica que funcione precisa ser apoiada por uma sorte de profissionais aptos a trabalhar com dados. A estimativa divulgada por Parsons durante o evento é que haverá uma demanda por 2,8 milhões de profissionais de dados somente nos EUA num futuro não muito distante. Com o avanço de uma tecnologia como as de Urban Futurability, que a Enel Brasil traz ao país, só podemos acreditar em um aquecimento de uma área que já está fervendo!

O evento teve um claro tom otimista em relação ao que vem por aí, não deixando de fazer um alerta: é necessário se preparar desde já para lidar com estes oceanos de informações a serem disponibilizadas a governos e empresas, ainda mais sob a perspectiva do fim de 50% do trabalho feito hoje pela humanidade em razão de automações previstas.

Deixo uns conselhos pessoais: use filtro solar, aprenda código e aprenda algo sobre dados!

Por Luiz Yassuda

> Veja todos os posts que fizemos na cobertura no Twitter.

Fonte: B9

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.