Em seu artigo, Larissa Caldin conta como é a área dos agentes na Feira do Livro de Frankfurt e o que ela tem de diferente das demais feiras

O The Literary Agents & Scouts Centre, ou LitAg para os íntimos, é o local da feira de Frankfurt que reúne, como o nome já diz, os agentes literários e scouts de variadas agências e lugares do mundo todo. Para mim, é o coração da feira, onde pulsam negociações, descobertas e aqueles carrinhos de cafés pelos corredores para que você não precise nem levantar da mesa. Produtividade alemã!

Neste ano, ele ocupou o Festhalle, que é fechado por grandes portas de madeira. Para entrar, você precisa ser o agente / scout que tem o local reservado ou ter uma reunião agendada com um deles. Investigando no meio das conversas, descobri que o valor para ter uma mesa lá durante todos os dias da feira gira em torno de 750 euros. Como muitas das reuniões ocorrem neste local, você ganha um cartãozinho para não precisar ficar comprovando a todo momento que tem uma reunião para entrar – um alívio, pois na quarta-feira tinha sete reuniões lá dentro; na sexta, seis.

Entrando, você se depara com uma infinidade de mesas, separadas por letras e números. Geralmente, as reuniões são marcadas com antecedências (bastante!, algo em torno de dois meses antes da feira para garantir um horário), e a pessoa já lhe informa em qual mesa / número estará. Uma dica para os próximos anos é já ir com essa informação impressa, porque em um determinado momento fiquei sem bateria no celular e tive que olhar corredor a corredor para procurar a Blake Friedmann, agência literária de Londres, perdendo uns 20 minutos – o que é muito, já que cada reunião tem duração máxima de trinta minutos.

Conversando com Miguel Sader, da Villas-Boas & Moss, perguntei qual a principal diferença para ele entre o Rights Center da Feira de Londres e o LitAg. A resposta foi que, tirando o movimento – bem maior em Frankfurt –, o espaço em si tem uma decoração fria e universal, que te faz às vezes até esquecer em qual feira está. No entanto, ele ressaltou algo que percebi de imediato: a luz do sol. Diferente dos outros anos, que não dava para saber se ainda era dia ou já era noite, o teto tinha passagem da luz, o que garantiu um aspecto mais aconchegante ao ambiente.

O saldo dos dois dias no LitAg? Mais de 40 livros para receber e analisar nos próximos dias. Sempre digo: a feira é a parte menos trabalhosa!


* Larissa Caldin tem 24 anos, é publisher e futura sommelier. Formada em Letras pela Universidade de São Paulo, trabalha na Primavera Editorial há quatro anos e é fundadora do estúdio editorial Editorando Birô.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do PublishNews.

Fonte: Publish News

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