No primeiro semestre de 2019, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou embargos que impediu países com relações conflituosas com os Estados Unidos de usufruírem de alguns produtos e serviços americanos. Um dos principais afetados foi a chinesa Huawei, que descobriu estar prestes a perder suporte de todos os produtos e serviços do Google, incluindo o sistema operacional Android, Gmail, YouTube e demais serviços da gigante tecnológica.

Em agosto, Trump anunciou um novo conjunto de sanções, dessa vez para limitar o acesso da Venezuela a tudo que sai dos Estados Unidos. Agora, os afetados são os usuários dos programas da Adobe, como o Photoshop, o Premiere e o Illustrator. Alguns usuários dos programas da Adobe que estão na Venezuela receberam ontem um e-mail, notificando que a empresa, em breve, suspenderá todas as assinaturas e deletará as respectivas contas.

A sanção imposta à Venezuela é semelhante à imposta à China. Em ambos os casos, o presidente proibiu empresas estadunidenses de fazer negócios com os países mencionados. “Devido à ordem presidencial executada nos Estados Unidos, referente às atividades com o governo da Venezuela, a Adobe não tem mais permissão para fornecer acesso aos seus softwares e serviços ou permitir que você faça novas aquisições” diz o e-mail enviado pela Adobe.

Os que assinaram os pacotes Adobe não receberão ressarcimento pelo dinheiro investido. Ou seja, mesmo que alguém tenha comprado uma assinatura de um ano e só usufruído dos produtos por um mês, essa pessoa perderá o acesso aos programas sem direito a reembolso. O e-mail foi enviado até mesmo para usuários venezuelanos que moram em outros países incluindo residentes dos Estados Unidos, o que deixou muitos dos assinantes confusos.

O B9 entrou em contato com a Adobe Brasil, mas até o fechamento desta matéria a companhia ainda não tinha preparado uma declaração oficial sobre a questão. Atualizaremos esta publicação com a nota assim que a recebermos.

Fonte: B9

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.