E mais: Saraiva troca sua plataforma de e-commerce; Janot lança seu livro de memórias; Castelo-Rá-Tim-Bum será tema de livro e o crescimento das vaquinhas on-line para driblar a crise do mercado

A Folha aproveitou o 3º Seminário Economia e Arte para fazer um especial sobre o mercado editorial. Abrindo a série de matérias, a Folha falou sobre o atraso do governo Bolsonaro para consolidar a Lei Castilho. O governo deveria ter elaborado até o meio deste ano um novo Plano, mas o tema segue parado nos ministérios da Cidadania e da Educação. “Sem a regulamentação da lei, fica difusa a questão de cobrar de quem deve ser cobrado”, diz o professor da Unesp José Castilho Marques Neto, que dá o nome à lei de 2018 por sua dedicação ao tema.

Ainda como parte do seminário, o suplemento trouxe matérias sobre os clubes de assinaturas, modelo de negócio que está em crescimento desde 2014, mas que ainda representa somente 0,55% do montante do mercado; sobre os audiolivros, setor que deve crescer nos próximos anos e que já trouxe grandes empresas para investir no país; e sobre o crescimento das pequenas livrarias, que conseguiram ganhar espaço no mercado e se renovaram apostando no atendimento personalizado e numa melhor curadoria.

Como ensinar os brasileiros a ler? Os autores também fizeram parte da série e sugeriram políticas para fomentar a leitura. Oito escritores — entre eles Milton Hatoum e Ana Maria Machado — deram ideias para aumentar a média de 4,96 livros lidos por ano pelos brasileiros.

As disputas por preços no mercado do livro e a difícil relação entre livrarias, editoras e distribuidoras também foi tema da série. A “roda de distorções” foi aceita, de certa forma, pelos demais palestrantes que participaram do debate sobre economia da arte que aconteceu na última semana, mas não houve consenso sobre as causas nem sobre as medidas a serem tomadas para enfrentar a crise pela qual passa o setor. Para finalizar, a mostra A Biblioteca à noite, também teve destaque na série. Criada pelo diretor de teatro e artista canadense Robert Lepage, tendo como inspiração a obra do escritor argentino Alberto Manguel, a exposição que usa realidade virtual para levar visitantes a dez desses espaços pelo mundo está em cartaz no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, até 26 de janeiro.

A Saraiva trocou a sua plataforma de e-commerce. Segundo o portal de notícias Baguete, a varejista trocou o Magento, implementado pela e-Smart em 2014, pela solução da VTEX, hoje a maior empresa brasileira no segmento. “Além de oferecer uma infraestrutura mais leve, a solução tem processos direcionados a otimizar vendas. Com a migração, teremos mais força e agilidade para responder às demandas do varejo digital e estar alinhados com as exigências dos nossos consumidores”, afirma Felipe Pavoni, diretor de e-commerce da Saraiva. Com isso, a empresa deve ampliar o modelo de marketplace, podendo ofertar produtos de parceiros, além de fazer entrega gratuita em todas as lojas da rede.

Dois dias depois de destruir um espaço de leitura mantido pelo catador de recicláveis Valdir Carvalho dos Santos, o Jamaica, a Subprefeitura da Penha prometeu revitalizar o espaço com a participação do morador. Jamaica teve uma geladeira reciclada com livros, uma televisão e mais alguns itens que mantinha à disposição dos moradores levados por agentes públicos. Segundo a Folha, depois do ocorrido, o subprefeito da Penha, Thiago Della Volpi, visitou o local e afirmou que a intenção é reconstruir o espaço de leitura até outubro.

Rodrigo Janot lança em outubro o livro Nada menos que tudo (Planeta), escrito em parceria com os jornalistas Jailton de Carvalho e geral Guilherme Evelin. Na obra, o ex-procurador-geral da República narra os bastidores e os momentos mais tensos de sua gestão e da Operação Lava Jato. Janot conta no livro que cogitou matar o ministro do STF Gilmar Mendes e descreveu a reação de políticos que passaram à condição de investigados. O Estadão destacou outras partes importantes da obra que será lançada pela Planeta.

Na coluna da Babel, destaque para o clássico da TV Cultura, a série Castelo Rá-Tim-Bum, que será tema do livro Raios e Trovões – A história do fenômeno Castelo-Rá-Tim-Bum. Escrito por Bruno Capelas, a obra será lançada em novembro pela Summus e baseada em mais de 30 entrevistas, contará como a Cultura conseguiu, num dos piores momentos da economia brasileira, realizar um projeto marcante unindo entretenimento, informação e educação. E a Nós lança em outubro, no Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, Quatro passos sobre o vazio, narrativa distópica de Márcia Tiburi que se passa num Brasil pós-2016, e Abraços Negados em retratos, de Simone Paulino.

Já o Painel das Letras falou sobre números e mostrou como o mercado está apostando nas vaquinhas on-line para driblar a crise. No Catarse, por exemplo, 55% da arrecadação total no ano veio de projetos de publicação. Dados levantados pela coluna junto à plataforma, mostram que os financiamentos de publicações levantaram, desde 2011, R$ 41 milhões no site, com um total de 2.820 projetos. No ano passado, foram 688 inscritos. Neste ano, até o momento, a conta já chegou a 647 e mais de R$ 9 milhões.

Fonte: Publish News

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