O compartilhamento de fake news pelas redes sociais é um dos grandes problemas do atual momento da internet. E o Facebook já era e, de acordo com um estudo, continua a ser o campeão de compartilhamento de desinformação.

Um estudo da Oxford University aponta que a rede social de Mark Zuckerberg continua sendo mais danosa do que Twitter, Instagram ou qualquer outra plataforma de mídias sociais quando se fala do compartilhamento de fake news. O número de países que começaram campanhas de desinformação aumentou de 28 para 48 entre 2017 e 2018. Em 2019, o número chegou a 70.

De acordo com o relatório, o Facebook permanece como a plataforma escolhida para manipular usuários. Foram encontradas evidências de campanhas propagandísticas planejadas para o Facebook em no mínimo 56 países.

Após a possível interferência russa nas eleições americanas de 2016, as principais empresas tecnológicas dos Estados Unidos começaram um projeto para combater a desinformação e o discurso de ódio. O Facebook tem sido ativo nessa luta, feito que já resultou, por exemplo, na identificação e na derrubada de uma gigantesca rede de extrema-direita. Além disso, a empresa também desenvolveu um software que identifica fake news automaticamente.

Por outro lado, o Facebook também tomou medidas extremamente danosas para o combate. Recentemente, a empresa utilizou a desculpa do “livre discurso” para anunciar sua nova política: a plataforma não mais deletará nenhuma postagem de páginas oficiais de políticos. A medida vale, inclusive, para propagação de fake news e discurso de ódio. Ou seja, Zuckerberg e sua companhia parecem mais preocupados com as fake news compartilhadas por usuários comuns do que com as mais danosas, propagadas por deputados, senadores e presidentes que alcançam dezenas e centelhas de milhões de pessoas. No mínimo, incoerente.

Fonte: B9

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