Desde que os protestos em Hong Kong começaram no início de junho, os jovens organizadores adotaram a tática de utilizar aplicativos “não convencionais”, como Uber e Pokémon Go, para combinar as manifestações. Mas isso não impediu que o governo chinês passasse a vigiar esses apps a fim de minar os protestos.

Os manifestantes, então, encontraram uma maneira de contornar a vigilância do Estado através do uso de aplicativos que permitem participar de chats, sem precisar estar conectado à Internet, como o Bridgefy e o FireChat.

Ambos os aplicativos funcionam sem acesso á Internet, com os smartphones se conectando através de Bluetooth, por exemplo, para se comunicarem diretamente com outros dispositivos dentro de 60 a 100m.

Segundo a Forbes, os downloads do app Bridgefy aumentaram 4.000% nos últimos 60 dias. Com base nas estatísticas da Apptrace, no ranking da App Store, o Bridgefy subiu da posição 973, no final de junho, para o 6º lugar em 01 de setembro.

Vale ressaltar que a tática não é exatamente nova. O FireChat, por exemplo, já foi usado em protestos em Taiwan, Irã e Iraque, e até mesmo em Hong Kong em 2014.

A recente onda de protestos antigovernamentais em Hong Kong foi desencadeada por um projeto de lei (já suspenso, mas não retirado) que permite a extradição de pessoas acusadas de crimes contra a China continental.

Embora Hong Kong tenha um “status especial” que oferece mais liberdade aos cidadãos que a China, a medida atraiu críticas e preocupações em relação ao governo chinês estar apertando seu domínio sobre a região.

Fonte: B9

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.