A Game XP já começou grande. O evento, que teve sua primeira edição em setembro de 2018, não só já estreou como o maior gamepark do mundo, como também apresentou atrações grandiosas, como a maior tela gamer do planeta. Mas foi justo por ser um evento novo que a Game XP de 2018 teve sua parcela de problemas, desde a organização até a distribuição das atrações no enorme Parque Olímpico.

Já a edição de 2019, por sua vez, parece ter aprimorado todos os pontos da anterior. Ainda no Parque Olímpico, onde acontece também o Rock In Rio e onde ocorreram os Jogos Olímpicos de 2016, a Game XP voltou com mais atrações, ocupando maior parte do pátio e com melhor organização – mesmo que as enormes filas insistam em permanecer. O grande destaque, porém, é o mesmo da primeira edição do evento: a imersão.

Tanto pelas ativações e atrações que utilizam óculos de realidade virtual e realidade aumentada quanto pelas áreas que oferecem atrações nas quais o próprio público protagoniza a ação, a Game XP trouxe um bocado de “brinquedos” que fazem o público se sentir, de fato, dentro de um jogo. No parque, o público pode, por exemplo, participar de um torneio de “Crash Team Racing” e, em seguida, disputar uma corrida de kart na área externa.

Maior e melhor, a Game XP permite ao visitante do Parque Olímpico vivenciar as narrativas dos games tanto virtualmente quanto fisicamente – há, por exemplo, um mini-parque laser tag temático de “Fortnite” na área externa. Com isso, há uma grande imersão relacionando jogos que estão presentes em diversos formatos para se experimentar.

Organização torna passeio pelo parque fluido

Se na Game XP de 2018, um dos pontos mais criticados foi a confusão do público com a falta de orientação, a edição de 2019 corrigiu isso de forma simples e prática. Para curtir um evento do tamanho da Game XP, é essencial que o público saiba onde está indo, e o fato de haver mapas e placas de sinalização espalhadas por todo o Parque Olímpico – além de estar até mesmo nas credenciais que penduramos no pescoço – ajuda bastante.

A distribuição dos estabelecimentos – banheiros, lojas e atrações – também é bem feita, fazendo com que cada parte do Parque Olímpico possa atender a todas as necessidades dos visitantes sem que haja a necessidade de grandes deslocamentos. A primeira vista, coisas pequenas como placas de orientação podem não parecer tão relevantes, mas quando se está em um espaço que comporta uma centena de milhares de pessoas e que, provavelmente, estará cheio durante boa parte da programação, a orientação e a noção de onde fica cada setor do parque são essenciais para economizar tempo e energia.

Retrô gaming, e-sports e interatividade

A variedade de atrações disponíveis na Game XP continua impressionando. Na edição de 2019, até mesmo shows de artistas como da cantora Iza aconteceram no evento. O que impressiona, porém, é como o evento conseguiu expandir alguns setores que fizeram sucesso na edição anterior. Em 2018, por exemplo, havia um corredor com alguns fliperamas para os que queriam matar as saudades das versões clássicas de “Mortal Kombat” e “The King of Fighters”. Dessa vez, há uma arena inteira dedicada ao retrô gaming, nomeada Game Zone.

Outra parte que se destaca e atrai bastante público é a arena com a mega tela, onde são realizadas disputas que fazem parte de torneios de e-sports. No dia de estreia do evento, por exemplo, a arena foi palco de uma rodada do torneio nacional de “CS:Go”. Além disso, nas outras arenas também há torneios de jogos como “PES” e “Rainbow Six Siege”, fazendo com que a pessoa sempre possa encontrar algo novo nas áreas independente dela já ter visitado ou não aquele espaço, graças às competições e transmissões que sempre ocorrem.

Ativações, lojas e serviços

As marcas não poderiam ficar de foca de um evento como a Game XP. Algumas delas parecem estar em todo canto do evento, como a Oi, que é uma das principais patrocinadoras, enquanto outras possuem presença mais discreta mas ainda interessante, como foi o caso da Cultura Inglesa. O principal ponto positivo é que todas as ativações conseguem de alguma forma se relacionar com a proposta gamer do evento – mesmo que, no fundo, algumas sejam uma propaganda dos serviços das empresas.

Alguns dos estandes, apesar de oferecerem alguma experiência tecnológica, acabam pendendo mais para a situação mencionada, que é a mera propaganda dos serviços da marca. Outros, porém, apresentam atrações mais adequadas, como uma da Guaraná Antártica que coloca o público jogando fliperamas e, no fundo do espaço, vende o refrigerante para quem está saindo do estande, criando uma forma interessante de aliar a venda do produto com a proposta gamer do evento.

Sobre os serviços oferecidos, vale o elogio pela boa variedade de opções de alimentação, mesmo que com altos preços. Tanto as opções para alimentação quanto as lojas oficiais são espalhados justamente pelo caminho entre as principais atrações, facilitando para que o público não precise se deslocar tanto quando quiser fazer suas paradas.

Mas, afinal, vale a pena?

No fim das contas – e levando em conta o valor do ingresso – ir ou não à Game XP é uma escolha pessoal. O que vale ressaltar é que, de fato, o público carioca não encontrará nenhum evento igual em escala e variedade de atividades ligadas ao mundo dos games. O fato do evento ter melhorado bastante em relação à edição 2018 também empolga e mostra como o feedback do público é relevante.

Conseguindo encontrar o necessário equilíbrio entre as mais variadas atrações, ativações e eventos que conectam não só o público dos videogames, mas da cultura pop e dos e-sports em geral, o Gamepark em seu segundo ano mostra-se um evento mais preparado e grandioso. A Game XP 2019 acontece os dias 25 e 28 de julho, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro e, com a ressalva das longas esperas nas atrações mais badaladas, é certamente um evento divertido para quem vai ciente do que encontrará.

Fonte: B9

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