E mais: Morre o poeta cubano Roberto Fernández Retamar; The Pessoa Festival leva autores brasileiros para Lisboa; e o livro com canções censuradas de Rita Lee

Neste final de semana, a Biblioo explicou a importância do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca de São Paulo (PMLLLB/SP) e lembrou que às vésperas do seu quarto aniversário, São Paulo ainda segue aguardando a restauração do plano e a eleição aberta e direta do Conselho. Uma das novidades trazidas pelo PMLLLB no seu processo de construção foi a participação popular. Em 2016, os componentes do conselho foram eleitos de forma direta, mas em 2017, quando João Dória assumiu a prefeitura de São Paulo, ele indicou o cineasta e produtor cultural André Sturm para a Secretaria de Cultura. Assim, através de um decreto, a Gestão Dória/Sturm extinguiu o Conselho do PMLLLB, e foi então nomeado um “Conselho de Notáveis”, escolhido monocraticamente pelo próprio Sturm.

O Estadão trouxe a notícia de que o poeta cubano Roberto Fernández Retamar faleceu aos 89 anos. Nascido em Havana, Retamar foi poeta, ensaísta e um agitador cultural na ilha. Foi laureado com o Prêmio Nacional de Literatura em 1989, integrou a Academia Cubana de Língua, além de ser um dos membros da Real Academia Espanhola.

Na coluna da Babel, destaque para o The Pessoa Festival, que acontece em Lisboa de 13 a 16 de novembro e que terá como convidados os escritores Estevão Azevedo, Ana Kiffer, Alexandre Vidal Porto e Carolina Rodrigues. A coluna contou também que Camila Werner, que desde o início do ano cuida dos livros infantojuvenis dos autores da MTS, levou Lalau e Laurabeatriz para a agência da Mariana Teixeira Soares.

O Painel das Letras falou sobre a nova trilogia, lançada na última Feira do Livro de Bolonha e que gerou forte burburinho no mercado internacional. O estreante B. B. Alston, um estudante de biomedicina, já recebeu adiantamentos vultosos em boa parte dos 22 países para o qual vendeu Amari and the Night Brothers, cujo primeiro volume só fica pronto em 2021. Por aqui a obra será publicada pela Companhia das Letras. Divulgado como uma espécie de Harry Potter, o livro entra no filão de obras de fantasia com protagonistas negros, na esteira de “Pantera Negra”. O irmão da protagonista desaparece misteriosamente, e ela descobre que ele tinha segredos. A personagem tem de passar o verão num certo Escritório de Assuntos Sobrenaturais, lugar cheio de seres mágicos.

Já o coleguinha Ancelmo Gois destacou o livro Ditadura e censura nas canções de Rita Lee (Aleph). Depois de uma longa pesquisa nos arquivos dos órgãos de repressão, a professora Norma Lima – autora da obra – concluiu que, na época, a preocupação com a “moral e os bons costumes” era tão grande quanto com a “oposição política”. Um dos casos de censura citados no livro é a canção De Leve, em 1977, uma versão de Rita Lee e Gilberto Gil para Get Back, canção de John Lennon e Paul McCartney. A obra foi lançada na última sexta.

Fonte: Publish News

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