Elon Musk não para. Famoso por seus projetos extravagantes e inovadores, o empresário agora surgiu com uma nova ideia: ele quer conectar seu cérebro e seu smartphone. A ideia é inserir implantes com Bluetooth dentro do cérebro das pessoas, algo que permitiria até mesmo facilitar o tratamento e a recuperação de pessoas com lesões físicas e motoras.

Para tornar o projeto realidade, Musk disse estar trabalhando, por meio de sua startup Neuralink, em pequenos chips com mil fios que possuem 10% da espessura de um fio de cabelo. O chip possui uma entrada USB-C e se conecta via Bluetooth a um pequeno computador utilizado sobre a orelha e conectado a um smartphone.

A Neuralink afirma que a ideia é que os chips possam ser utilizados por pessoas com problemas de memórias, vítimas de derrame, pacientes com câncer, tetraplégicos e outras pessoas com defeitos congênitos. Cada usuário pode ter até dez chips implantados em seu cérebro, e terá eles conectados a um aplicativo em seus iPhones.

A instalação dos chips será feita por um robô desenvolvido pela própria Neuralink, e Musk pensa em começar o projeto antes do fim de 2020. Apesar de ser um salto tecnológico enorme, a novidade levanta óbvias discussões sobre ceder acesso à nossa atividade cerebral para grandes empresas.

Perguntado pela CNN Business, Frederike Kaltheuner, da Privacy Internacional, afirmou que “reunir informações de atividade cerebral poderia por as pessoas em grande risco, e poderia ser utilizado para influenciar, manipular e explorar essas pessoas. Quem tem acesso aos dados coletados? Esses dados serão compartilhados com terceiros? As pessoas precisam ter total controle sobre seus próprios dados”.

As questões éticas levantadas não devem se limitar às discussões superficiais e, possivelmente, caso o projeto vá adiante, sejam seminais para que o serviço oferecido por Musk seja de fato chegue ao seu público-alvo.

Fonte: B9

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