Há pelo menos um ano o Facebook tem agido de forma veemente para combater as fake news. Se observarmos que, para a população estadunidense, as fake news já são algo mais temeroso que a crise dos imigrantes e até mesmo as mudanças climáticas, é bastante compreensível a escolha da empresa.

O posicionamento do Facebook rendeu muitas medidas de sucesso para o combate à desinformação. Já em 2019, a empresa removeu 265 contas de um grupo israelense com atuação política que espalhavam conteúdo “não autêntico”. Outro momento importante foi quando o Facebook identificou e baniu um grupo da extrema-direita que alcançava meio bilhão de pessoas e pretendia influenciar nas eleições européias por meio das fake news.

Agora, o Engadget noticia que o Facebook não está apenas preocupado simplesmente com as fake news que correm pela plataforma, mas também com as notícias falsas propagadas e que mancham o nome da própria empresa. Segundo o site, um software chamado Stormchaser foi desenvolvido justamente para identificar desinformação e rumores que agridam a imagem da companhia de Mark Zuckerberg.

Criado em 2016, o programa é capaz de encontrar desde postagens virais e rumores maiores até piadas menores como as que falam sobre a “possibilidade” de Mark Zuckerberg ser um alienígena. Em alguns casos, o Stormchaser chega a reagir às fake news, jogando na timeline postagens com conteúdo que exponha as mentiras divulgadas.

Se por um lado o Stormchaser é importante para combater a desinformação, por outro o software levanta uma discussão sobre privacidade, já que é impossível saber até onde o programa monitora as atividades dos usuários para manipular o que eles verão a seguir em seus feeds. O uso da tecnologia para vasculhar conversas privadas, por exemplo, levanta preocupações éticas óbvias.

Fonte: B9

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