Um funcionário do Grupo Votorantim foi demitido depois de publicar um comentário homofóbico usando seu perfil do LinkedIn. O profissional que trabalhava na Votorantim Cimentos, uma das sete empresas do grupo, demonstrou desaprovação às lideranças LGBT+ em um post feito pelo Nubank sobre o assunto.

A postagem feita pelo banco virtual aborda a importância do espaço para lideranças LGBT+ nas empresas, e traz uma foto do Líder de Comunicação Interna do Nubank. Vale lembrar que junho é o Mês do Orgulho LGBT+, e muitas marcas têm trabalho o tema ao longo de todo o mês.

O comentário feito pelo funcionário demitido reprova exatamente a possibilidade de espaço para a comunidade LGBT+ nesses cargos: “Líder é líder, independente da escolha sexual. Agora ter um líder LGBT… É de uma idiotice sem tamanho”, escreveu o homem que trabalhava na empresa há apenas seis meses.

A Votorantim Cimentos foi marcada nos comentários da publicação por usuários do LinkedIn incomodados com a afirmação do profissional. A empresa, por sua vez, se posicionou afirmando que “não admite discriminação ou preconceito de nenhuma natureza”, e que o funcionário em questão foi desligado da empresa.

Apesar de tudo ter “acontecido na internet”, em nota, a empresa esclareceu que a demissão não aconteceu via internet:

“A Votorantim Cimentos reforça que não admite discriminação ou preconceito de nenhuma natureza, sejam eles de raça, religião, faixa etária, sexo, convicção política, nacionalidade, estado civil, orientação sexual, condição física ou quaisquer outros. A empresa também reitera que possui respeito às pessoas como valor incondicional e condena qualquer postura que não esteja condizente com o seu Código de Conduta. Com isso, após análise desse comportamento repudiado pela empresa, esclarecemos que o autor do post não faz mais parte do quadro de empregados da Votorantim Cimentos”.

O episódio reflete, mais uma vez, não apenas um maior posicionamento efetivo das empresas diante de alguns temas, mas também a forma como o uso das redes sociais em caráter pessoal, muitas vezes para exprimir discursos preconceituosos, pode afetar a vida profissional de forma direta.

Fonte: B9

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