O presidente da OAB nacional, Felipe Santa Cruz, participou do seminário “A Magistratura que Queremos” realizado pela Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), nesta segunda-feira (17), na capital carioca. O evento teve a participação de mais de 800 inscritos entre ministros, magistrados, advogados entre outros profissionais. 

O diretor-geral da EMERJ, desembargador André Gustavo Corrêa de Andrade, abriu o encontro e disse que “pensar a justiça na atualidade é fundamental. Vivemos numa época em que a justiça assumiu um protagonismo imenso e temos que entender como pensam os julgadores”.

Felipe Santa Cruz destacou que “o Poder Judiciário ocupou um espaço que ficou vago e garante o Estado democrático de direito. O poder ocupado foi o poder da lei, da Constituição e da garantia da democracia”.

“Nós, juízes, devemos em primeiro lugar ser independentes. Temos de ter por dever de ofício um conhecimento enciclopédico, uma nobreza de caráter e, acima de tudo, termos a arte de fazer uma justiça caridosa e justa”, disse o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio de Mello Tavares; os ministros Superior Tribunal de Justiça, Luís Felipe Salomão, Marco Aurélio Belizze e Antônio Saldanha Palheiro; o desembargador Agostinho Teixeira de Almeida Filho; o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Jayme Oliveira; a presidente da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, Renata Gil e o sociólogo Luiz Werneck Vianna também compuseram a mesa de abertura.

Conferência Magna

A conferência magna foi apresentada pelo vice-reitor da universidade da Califórnia, professor Bryant Garth, que falou sobre seus trabalhos como pesquisador e ressaltou a relevância da pesquisa brasileira: “Eu não tenho nenhuma resposta pronta sobre o judiciário que virá. Mas ajuda muito ter um estudo de como são os juízes”.

Bryant Garth é um dos autores do Projeto Florença, a maior pesquisa mundial sobre o acesso à justiça que, há 40 anos, reuniu advogados, sociólogos, antropólogos e economistas de 30 países. Atualmente desenvolve nova pesquisa e pretende coletar informações sobre os esforços empreendidos pelos diferentes sistemas de justiça para superar e atenuar a problemática do acesso à Justiça.

O evento ainda apresentou os painéis “Fundamentações das Decisões Judiciais e os Precedentes” e “O Judiciário e a Mídia”.

Fonte: OAB

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