Uma reportagem da Associated Press afirma que um espião utilizou inteligência artificial para criar um perfil no Linkedin que se conectou com diversos profissionais especialistas em política em Washington.

Segundo o relatório, o perfil falso de uma mulher usava o nome Katie Jones, e consegui se conectar com vários especialistas em política, incluindo figuras do governo, como um assessor de um senador, um vice-secretário de Estado adjunto, e Paul Winfree, economista que tem sido cotado para assumir uma posição no Sistema de Reserva Federal, o sistema de bancos centrais dos Estados Unidos.

A publicação afirma que as evidências apontam que o perfil usa uma imagem gerada por IA através de uma método conhecido como Generative Adversarial Networks (GAN) para criar a foto falsa do perfil, o que é um método considerado, hoje, bem simples.

O que também chamou a atenção do relatório é que, embora a IA ajude a falsificação parecer convincente, é só analisar o perfil um pouco mais que as suspeitas podem aparecer. A AP ressalta que no caso de Katie Jones, alguns sinais poderiam ter sido observados, como o rosto ligeiramente assimétrico e as bordas do cabelo e da orelha embaçadas, além de outros detalhes.

O incidente não é exatamente o primeiro caso de perfis falsos no Linkedin, mas mostra, mais uma vez, que a preocupação sobre o uso de Inteligência Artificial (e outras tecnologias) para fins não tão íntegros é mesmo uma realidade.

Fonte: B9

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