O segundo semestre de 2019 está cada vez mais próximo e com ele vem a iminente guerra dos serviços de streaming, graças à chegada acachapante de canais do tipo de grandes conglomerados como a Disney, a Apple e a Warner. Enquanto as duas primeiras ganham maior destaque por chegarem primeiro ao mercado e estarem literalmente torrando dinheiro em produções originais e exclusivas para dar um boost em suas respectivas plataformas – respectivamente o Disney+ e a Apple TV+ – a última soa cada vez mais como uma mera união de conteúdos e canais já lançados e possuídos pela WarnerMedia, a companhia resultante da fusão da Time Warner com a AT&T.

A questão é que o streaming da WarnerMedia, por enquanto sem nome oficial, vai contar com um tabelamento inicial de preços muito estranho para a categoria, ainda mais dado o serviço que irá providenciar a seus usuários. De acordo com o Wall Street Journal, o plano de assinatura mensal da plataforma inicialmente deve custar entre 16 e 17 dólares (62 e 65 reais, no atual câmbio), oferecendo o que é por enquanto um grande combo de conteúdos vindos da HBO, Cinemax e o catálogo de filmes e séries do estúdio.

Considerando o ecossistema interno da WarnerMedia, os preços deste futuro streaming fazem algum sentido. Nos Estados Unidos, o HBO Go que é o principal serviço da companhia hoje é vendido ao preço de 15 dólares por mês, o que por sua vez sugere que esta nova plataforma deve ser inicialmente o Go somado ao Cinemax e à safra recente de produções do estúdio, incluindo aí não apenas os blockbusters mas suas séries de sucesso atuais (como “Riverdale” e os derivados de “Arrow”) e do passado (“Friends”, é claro).

Aos olhos do mercado, porém, o tabelamento coloca a nova plataforma da Warner numa posição um tanto prejudicial dentro da grande corrida que deve se dar à partir do segundo semestre, até porque seus preços são muito acima do que a concorrência vem anunciando e vendendo. Enquanto o Amazon Prime Video, a Netflix e a Hulu tem planos de assinatura mensais vendidos à partir da faixa dos 10 dólares no território (da trinca o mais caro é a Netflix, cujo catálogo custa apenas 13 dólares), o Disney+ já teve confirmado que seu preço inicial será de 7 dólares por mês.

É de se considerar ainda que ao contrário das rivais a plataforma da WarnerMedia a princípio não contará com produções originais no catálogo, tendo já declarado que “eventualmente” terá um programação do tipo.

Ainda há tempo para reformular o plano, porém. Além do estúdio ter a expectativa de lançar o streaming só em março de 2020, o Wall Street Journal afirma que até o fim do próximo ano a WarnerMedia espera ter uma versão mais barata do serviço à partir de anúncios dentro da plataforma, o que corrobora declarações anteriores do CEO Jeff Stankey sobre o streaming possuir três faixas de preço distintas. A questão é: vai dar tempo de introduzir estes modelos de assinatura alternativos no serviço?

Fonte: B9

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