Finanças autoriza banco privado a operar com equalização de juros no crédito rural

Antonio Augusto/Câmara dos Deputados

Deputado Celso Maldaner, relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5) projeto de lei que permite aos bancos privados conceder subvenção econômica nas operações de crédito rural, na modalidade de equalização de taxas de juros e outros encargos financeiros. Pela proposta, as confederações de cooperativas de crédito também poderão conceder o benefício.

O Projeto de Lei 7740/17 é de autoria do deputado Covatti Filho (PP-RS) e recebeu parecer favorável do deputado Celso Maldaner (MDB-SC).

A versão aprovada é semelhante ao texto que saiu da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. A única diferença é a inclusão das agências de fomento entre as instituições financeiras autorizadas a operar a equalização da taxa de juros no crédito rural. A inclusão foi sugerida pelo deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA).

Atualmente, a lei que trata de subvenção econômica nas operações de crédito rural (Lei 8.427/92) permite a operação apenas por bancos públicos federais e cooperativos.

Por meio da equalização, o governo cobre a diferença entre a taxa de juros cobrada pelo banco emprestador e a taxa efetivamente paga pelo produtor. Quem paga a diferença ao banco é o Tesouro Nacional. A equalização é um subsídio federal que visa tornar o crédito rural mais barato.

Maldaner destacou a importância do projeto. “A proposição busca universalizar o benefício da equalização da taxa de juros, de forma a estimular maior competitividade entre os agentes financeiros”, disse. Para ele, a atuação de novos atores “contribuirá para a redução do custo unitário da subvenção”.

Leilões
O texto aprovado estabelece ainda a adoção de leilões públicos para a definição do montante de subvenção a que cada agente financeiro terá direito. O objetivo é reduzir os custos ao Tesouro Nacional e conferir mais transparência ao processo.

“Hoje, a equalização é calculada separadamente para cada agente financeiro, o que é um processo burocrático e de pouca transparência”, disse Maldaner.

Tramitação
O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Câmara dos Deputados

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