Três integrantes da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa passaram a semana no Uruguai para conhecer os avanços do país vizinho na atenção aos mais velhos. A presidente da Comissão, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), acompanhada das deputadas Leandre (PV-PR) e Tereza Nelma (PSDB-AL), teve audiências com autoridades da área social para saber detalhes sobre o Sistema Nacional Integrado de Cuidados.

Quase 25% dos uruguaios têm mais de 55 anos de idade. As deputadas avaliam que muitos dos avanços obtidos no Uruguai também podem ser implantados no Brasil.

O Sistema Nacional Integrado de Cuidados foi implantado oficialmente no Uruguai em novembro de 2015. O principal objetivo é garantir o direito aos cuidados a idosos, crianças e pessoas com algum tipo de deficiência. Outra intenção é equilibrar a responsabilidade por estes cuidados entre homens e mulheres, após o reconhecimento de que, historicamente, a população feminina tem maior sobrecarga de trabalho nesta atividade.

O sistema conta com uma Junta Nacional de Cuidados, integrada por vários ministérios e responsável pelas políticas públicas do setor. Foi criada também uma Secretaria Nacional de Cuidados. E existe um Conselho Consultivo, do qual participam trabalhadores, representantes do setor privado e das universidades.

Para a deputada Leandre, o sistema criado no Uruguai representa uma mudança de cultura, que surgiu depois de um debate nacional e de uma vontade política de priorizar o atendimento aos idosos. Falando de Montevidéu à Rádio Câmara, ela destacou uma consequência da implantação das mudanças: a melhora na qualificação de quem cuida. Dependendo da renda familiar do idoso, o governo do Uruguai subsidia o serviço de cuidadores, total ou parcialmente.

“Além da pessoa que precisa do cuidado ter direito a esse cuidado, existe também toda uma rede de formação de cuidadores, que acaba tirando muitas pessoas da informalidade através da capacitação”, informou.
Segundo a parlamentar, outro benefício do novo sistema foi a formalização das instituições de longa permanência no país.

Fonte: Câmara dos Deputados

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