Fernanda Lomba, da Lente Viva, foi entrevistada pela Imprensa Mahon. Ao canal parceiro do Portal Comunique-se, ela falou dos benefícios de se ter uma equipe diversa na hora de produzir conteúdo audiovisual

Produtora executiva da Lente Viva, Fernanda Lomba concedeu entrevista à Imprensa Mahon para falar sobre desafios que os negros encontram no mercado. Ela também abordou a falta de diversidade no setor audiovisual brasileiro.

Ela afirmou que há um grande consumo de narrativas negras no Brasil, mas narrativas negras dos blockbusters estadunidenses. “Temos que abrir a cabeça num sentido muito honesto da coisa, não só fazer pontual. Se você traz uma narrativa que tem um conteúdo negro, você potencializa seu conteúdo. Se você pega a musicalidade, há um universo ali pra abrir, é lindo. Não é sofrido não: ‘Ai que droga, vou ter que atingir uma cota. Ai que droga, essa reclamação social’. Há uma dimensão de mercado e de comunicação. Gera dinheiro!”, afirmou a produtora.

Questionada pela apresentadora Krishna Mahon sobre qual seria a diversidade ideal para uma equipe, Fernanda Lomba voltou a falar de fortalecer a representatividade negra. “Você tem um conteúdo, seu roteiro é uma narrativa negra, e você coloca uma pessoa negra na equipe. Isso é o para não fazer mais. Esse básico que é só uma pessoa. Essa pessoa acaba virando referência para tudo. E estamos falando justamente de pluralidade. Tem que ter mais. Na negritude você tem o colorismo, as diferentes tonalidades de pele. Muda muito. Eu sou uma negra de tom claro, porque venho de miscigenação. Eu já sinto que muda muito. Eu tenho 1,80 metros, já morei na Alemanha e falo alemão. Muita muito a composição de cada um. Sem dúvida alguma pensar nisso é interessante”, disse a entrevistada.

Assista à entrevista com Fernanda Lomba:

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Fonte: Comunique-se

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