“Game of Thrones” atualmente enfrenta uma “pequena” revolta dos fãs devido aos acontecimentos vistos em seu penúltimo episódio, “The Bells”, mas depois das construções duvidosas feitas em cimas dos personagens e o infame caso do copo de café qualquer um pode esquecer que o seriado da HBO passou por um problema de imagem bem básico naquele que deveria ser um de seus auges. Episódio centrado na batalha de Winterfell entre os exércitos dos vivos e dos mortos, “The Long Night” foi o primeiro grande item de discórdia desta oitava temporada ao decidir que a melhor forma de filmar a batalha mais épica de todas seria… no escuro.

Reclamações e zueras não faltaram na época, mas os caô que vieram logo em sequência acabaram obliterando a polêmica – que chegou a contar com diretor de fotografia justificando a decisão com um “eu pensei o episódio para ser visto no cinema” – das redes sociais. Mas ainda que o debate tenha esfriado, ainda tem muita gente irritada com o capítulo e outras dispostas a tudo para “consertar o problema” e assistir a batalha sem dificuldades de visão.

Isso inclui aparentemente a VisualOn, uma startup localizada na cidade de San Jose, Estados Unidos, que vende entre outras coisas um aplicativo que fornece ferramentas de configuração de imagem para smartphones, cujos aparelhos geralmente não dispõem de opções do tipo. E o curioso é que é uma das funções recém-lançadas pelo app de fato ajuda a melhorar a qualidade da imagem de “The Long Night” e deixa os eventos mostrados muito mais “claros” de se acompanhar na telinha do celular.

O nome da ferramenta? “Adaptative NightVision”, uma “visão noturna adaptativa” que corrige a definição de sombras para streamings.

Está duvidando? Bom, a VisualOn lançou há pouco tempo o vídeo no YouTube abaixo, que mostra o antes e depois do trailer do episódio com a função aplicada – e, bem, é inegável a afirmação que no quadro da direita dá pra ver bem de boa as imagens do “The Long Night”.

De acordo com o vice-presidente da empresa Michael Jones à Variety, o app foi desenvolvido justamente para ajudar a melhorar a experiência dos usuários de smartphones em assistir séries e filmes pelo aparelho: “Conteúdo que é criado para cinemas e sistemas de entretenimento de última linha são muito, muito difíceis de serem assistidos em celulares. É um grande problema” diz o executivo, cujo negócio já conta com uma clientela do porte de Netflix, Amazon, AT&T e Verizon.

A ferramenta não é exatamente uma novidade, tendo sido apresentada pela VisualOn ao mundo no mês passado na NAB Show em Las Vegas e também sido item de interesse de vários serviços nos últimos tempos. Tanto a Netflix quanto a Quibi, futura plataforma de streaming que se encontra atualmente em desenvolvimento, vem procurando formas de incluir uma função do tipo nas configurações de seus aplicativos, permitindo que o público tenha a melhor experiência possível com seus serviços independente do meio que se encontra. Segundo Jones, os usuários não estão reclamando: “Todo mundo que vê [com o recurso] gosta. Até em cenas mais claras no celular ele deixa o conteúdo muito melhor de ser assistido”.

Fonte: B9

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