Nos três primeiros meses do ano, varejista conseguiu redução de 36% nas despesas, mas a diminuição da receita bruta foi de 65%.

A Saraiva divulgou no fim da tarde de ontem (15) os resultados do seu primeiro trimestre de 2019. Desde que entrou com o pedido de recuperação judicial em novembro passado, a Saraiva tenta tornar sua operação mais enxuta, dinâmica e voltada para a obtenção de rentabilidade operacional do caixa, por isso o fechamento nos últimos meses de 25 lojas e a descontinuidade no seguimento de informática e telefonia.

Nos três primeiros meses de 2019, a rede conseguiu uma redução de 36% nas despesas em relação ao mesmo período de 2018, mas a diminuição da receita bruta foi de 65%. Em números absolutos, a rede vendeu R$ 213 milhões ante os R$ 608 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. As lojas físicas também perderam 62,8% e o e-commerce 68,2% de seu valor também com relação ao mesmo período de 2018.

Como o e-commerce não apresentou o resultado esperado nesse primeiro trimestre, devido a entrada de novos players e o acirramento da competitividade na categoria de livraria, a Saraiva iniciou em abril a implementação de uma nova plataforma com sistema mais leve e ágil. Essa ação, segundo a varejista, possibilitará uma redução de 32% no orçamento anual de despesas.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) desse primeiro trimestre de 2019 ficou negativo em R$ 47 milhões ante os R$ 24,5 milhões positivos apresentados no mesmo período de 2018. Já o prejuízo líquido desse 1T2019 foi de R$ 63,8 milhões, sendo que em 2018, no mesmo período, a Saraiva apresentou um lucro líquido de R$ 1,3 milhão.

Entre outros destaques desse primeiro trimestre de 2019 está o aumento de 0,9 pontos percentuais na margem bruta de livraria, e o programa de fidelidade Saraiva Plus, que fechou esses três primeiros meses com 17 milhões de usuários cadastrados.

Em seu comunicado, a administração da Saraiva disse que estão em curso mudanças bruscas em toda a estrutura da rede “visando a adequação do patamar operacional e financeiro à projeção apresentada no laudo do plano de recuperação judicial para garantir a perenidade da Companhia”. Já a empresa contratada para ajudar a varejista em todo esse processo disse que ainda existe um desafio grande de mercado, mas que “confia plenamente no crescimento e na recuperação do mercado de livros no Brasil”.

A Saraiva espera que a Assembleia Geral dos Credores visando a aprovação do seu plano de Recuperação Judicial aconteça em junho.

Fonte: Publish News

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