A CES – Consumer Electronics Show, uma das maiores feiras de tecnologia e inovação do mundo, está devolvendo ao vibrador Osé o Prêmio de Inovação CES na categoria robótica depois de retirar a premiação do mesmo por considerar o produto “imoral”.

Em janeiro, o vibrador criado pela empresa Lora DiCarlo, levou o prêmio como reconhecimento de sua tecnologia. Ele proporciona um orgasmo combinado com as mãos, através do uso de microrrobôs projetados para imitar os movimentos de um parceiro humano. No entanto, a CES não permitiu que a empresa mantivesse o título, além de informar que a empresa não teria permissão para expor na CES 2019.

A decisão levantou uma discussão sobre sexismo, já que brinquedos sexuais nunca foram barrados na feira, incluindo sessões pornográficas para homens na seção de realidade virtual.

Agora, a organização por trás da CES, a Consumer Technology Association, está devolvendo o prêmio à Lora DiCarlo. Em comunicado, o grupo afirma que “não lidou corretamente com esse prêmio”, e que a situação levou a algumas “conversas importantes sobre as políticas do programa em torno da tecnologia sexual”.

O resultado dessas “conversas importantes” ainda é desconhecido, uma vez que a CTA não informou que tipo de mudanças serão implementadas para tornar a conferência mais inclusiva no futuro. Segundo Jean Foster, essas mudanças serão “planejadas para esclarecer inconsistências nas políticas do CTA em torno da tecnologia sexual”, diz.

Especula-se que os gadgets sexuais sejam incluídos em uma seção de saúde e bem-estar na CES 2020. Hoje, não existe uma seção de saúde para os Prêmios de Inovação da CES.

A CEO da Lora DiCarlo, Lora Haddock, diz estar “agradecida” pela decisao ter sido reconsiderada, mas que o fato mostra que mudanças significativas são necessárias: “Estamos esperançosos de que nossa pequena empresa possa continuar contribuindo com um progresso significativo para tornar o CES inclusivo para todos”, disse em comunicado.

Fonte: B9

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