Quarta edição do Painel das Vendas de Livros no Brasil em 2019 a queda foi de 11% no faturamento e de 12,2% no volume

A Nielsen e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) divulgaram o quarto Painel das Vendas de Livros no Brasil de 2019, referente ao período que vai de 25 de março a 21 de abril e o que se vê é, novamente, uma queda no faturamento e no volume de vendas.

A venda de livros em livrarias, supermercados e lojas de autoatendimento apresentou uma queda de 10,9% no faturamento e um declínio de 12,2% em volume. No mês, foram vendidos 2.869.872 exemplares, o que redundou num faturamento de R$ 123,8 milhões. No mesmo período do ano passado, foram 3.270.109 livros vendidos que resultaram num faturamento de R$ 138,9 milhões.

No acumulado do ano, a queda nominal no faturamento é de -19,2% e no volume, de -20,3%. Em números absolutos quer dizer que foram vendidos 12,2 milhões de exemplares, o que redundou em faturamento de R$ 587,3 milhões. Em igual período de 2018, o varejo tinha vendido 15,3 milhões de exemplares e faturado R$ 727 milhões.

O desconto médio do livro teve um aumento de 1,53%, fechando o mês em R$ 43,14 ante os R$ 42,50 em 2018. Já o desconto médio aplicado sobre o preço de capa foi de 16,2%, uma queda de 1,83 pontos percentuais, já que no ano passado, esse índice foi de 17,96%. No acumulado do ano a variação já é de 4 p.p.

Sobre os novos ISBNs comercializados, no período, a variação foi de -2%, passando de 134.281 em 2018 para 131.648 em 2019. No acumulado do ano esta queda chega a 0,5%, o que na visão de Ismael Borges, responsável pela Bookscan, ferramenta que monitora o varejo de livros no Brasil, é um alerta importante para o mercado. “Houve o encolhimento da bibliodiversidade circulante, número evidenciado pela queda de 0,5%. Pode parecer pouco, mas na série histórica esse número sempre foi crescente na ordem de 5% em média”, comentou.

A categoria que mais teve saída neste último mês foi Não Ficção Especializada (30,88%), seguida por Infantil, Juvenil e Educacional (27,36%), Não Ficção Trade (24,23%) e Ficção (17,53).

Apesar das quedas, setor aguarda o mês de maio e os reflexos do Dia das Mães, uma das principais datas no calendário anual do varejo.

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Fonte: Publish News

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