Companhia lançou esta semana a categoria ‘Livros’ em seu e-commerce com um catálogo de 240 mil títulos. Magalu também quer aumentar sua presença em cidades que não têm livrarias.

O Magazine Luiza, dono de uma rede impressionante de 950 lojas espalhadas por 300 municípios de 16 estados brasileiros e de 12 centros de distribuição, percebeu que só 10% das cidades brasileiras têm ponto de venda físico para a compra de livros. E resolveu investir nisso usando a sua força e capilaridade. A plataforma inicial foi lançada na última terça-feira (23) com 240 mil títulos e vai estar limitada apenas, nesse momento pelo menos, aos canais digitais (e-commerce e app) da empresa, mas com a possibilidade de retirada em loja em 48 horas, com frete grátis.

“Apenas 50 milhões de brasileiros afirmaram ter comprado um livro nos últimos três meses. É um mercado em crescimento e vamos aproveitar esta oportunidade vendendo livros com entrega rápida e frete grátis”, declarou Eduardo Galanternick, diretor-executivo de e-commerce da empresa, em comunicado enviado à imprensa. “O objetivo é fazer com que o Magalu se torne referência neste segmento”, completou.

O impacto disso na economia do livro pode ser enorme, sobretudo nesse momento em que as duas principais varejistas enfrentam as incertezas de uma recuperação judicial. A popularidade da marca, aliada a sua capacidade de investimento em marketing (na Black Friday de 2017, o app da empresa foi o mais baixado no Brasil graças às suas campanhas), pode catapultar o acesso aos livros Brasil adentro.

O Magazine Luiza já vendia livros por meio de seu marketplace. Segundo relatório do quarto trimestre de 2018, as vendas em e-commerce, no geral, cresceram 43,8% em relação a igual período do ano anterior, sendo que os parceiros de marketplace contribuíram com R$ 366 milhões, o que representa 16% do e-commerce total.

Fonte: Publish News

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