Mais de 4.500 funcionários da Amazon assinaram uma carta aberta endereçada ao CEO da empresa, Jeff Bezos, e ao conselho de diretores pedindo que a empresa se importe mais com as questões que envolvem o meio ambiente, e adote medidas contra as mudanças climáticas.

Na carta, os funcionários solicitam um plano da empresa para alcançar emissões zero de carbono “dentro do prazo exigido pela ciência”, já que a taxa de crescimento da Amazon indica que até 50% dos envios líquidos até 2030 poderiam gerar um aumento nas emissões.

A carta também pede créditos de carbono para compensar os 20 mil furgões a diesel encomendados pela empresa e compensações melhores do que as políticas de manejo florestal que desalojam as comunidades indígenas, bem como uma parada na iniciativa AWS for Oil & Gas, que ajuda empresas de combustíveis fósseis a acelerar a extração de petróleo.

Os funcionários também pedem que a Amazon pare de fazer doações para os 68 congressistas que votaram contra a mudança climática, e querem que Bezos expanda e esclareça as metas de sustentabilidade da empresa em pelo menos 50 instalações solares até 2020, o que representa apenas 6% de seu orçamento.

“Temos o poder de deslocar setores inteiros, inspirar a ação global sobre o clima e liderar a questão de nossas vidas. Pedimos a vocês, como líderes responsáveis ​​pela nossa direção estratégica, adotar a resolução do plano climático e divulgar um plano para toda a empresa que incorpore os seis princípios acima”, termina a carta.

Em comunicado, um representante da Amazon disse que a empresa compartilhará suas novas metas e programas relacionados à emissão de carbono no final deste ano.

O representante também citou uma “longa história de compromisso com a sustentabilidade”: “Somente nas operações, temos mais de 200 cientistas, engenheiros e designers de produtos dedicados exclusivamente a inventar novas maneiras de alavancar nossa escala para o bem dos clientes e do planeta”, diz o comunicado, que termina explicando que a Amazon tem “um compromisso de longo prazo para alimentar nossa infraestrutura global usando 100% de energia renovável”.

Fonte: B9

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