O TikTok está num momento e tanto, se considerar que o aplicativo é hoje avaliado em 75 bilhões de dólares e já ultrapassou há tempos a marca de 1 bilhão de downloads. Mas a preocupação de perder espaço no meio e afundar rapidamente sempre existe, é claro, o que leva a empresa a estar procurando maneiras de preservar o sucesso pela manutenção de sua comunidade. E qual é o plano do momento para garantir isso? Profissionalizar sua parte de música que é hoje um dos principais atrativos da plataforma de remixes.

Isso porque o app está lançando esta semana um novo programa no Japão e na Coréia do Sul que busca encontrar talentos musicais dentro da plataforma. Bastante parecida com uma iniciativa lançada há algumas semanas na China, o projeto intitulado Spotlight tem o objetivo claro de garantir a existência contínua de produtores de conteúdo no app à partir da música.

O Spotlight tem um funcionamento parecido com o de qualquer reality show musical ou busca por um contrato com a gravadora, só que pelas vias digitais do TikTok: os interessados podem suas canções no aplicativo e, caso elas se tornem populares na plataforma, poderão ganhar o contato da gravadora filiada do app e a chance de se profissionalizar no segmento. Como bem diz a empresa, o programa funciona para “descobrir e apoiar o crescimento de artistas independentes” pelos meios do app, num esquema meio parecido com o que levou artistas como Justin Bieber a serem descobertos pelo YouTube e outras redes.

Posto isso, a escolha pela Coréia e o Japão como recipientes iniciais do Spotlight não vem à toa. Fora da China, os dois países são os territórios onde o TikTok mais se encontra incorporado ao cotidiano, com bandas e grupos musicais de enorme sucesso local como o BTS e a Blackpink já tendo usado o app para divulgar novos lançamentos. A curiosidade agora é saber se o sistema do programa vai funcionar do jeito que a empresa quer que funcione, pois no TikTok é muito mais fundamental a música ser “chiclete” que boa para se popularizar entre os remixes dos usuários, o que pode a princípio favorecer um monte de “bandas de um hit só” que artistas de carreira promissora.

Fonte: B9

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