A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar as causas da tragédia de Brumadinho será instalada nesta quarta-feira (13), às 14h, com a eleição dos dirigentes do colegiado. O anúncio feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em Plenário, nesta terça-feira, após concluídas as indicações dos membros da comissão pelas lideranças partidárias.

A comissão será composta pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Roberto Rocha (PSDB-MA), Dário Berger (MDB-SC), Márcio Bittar (MDB-AC), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jorge Kajuru (PSB-GO), Telmário Mota (Pros-RR), Jean Paul Prates (PT-RN), Wellington Fagundes (PR-MT) e Carlos Viana (PSD-MG). As senadoras indicadas são Selma Arruda (PSL-MT), Rose de Freitas (Pode-ES) e Leila Barros (PSB-DF).

Ao ler o requerimento de constituição da CPI, Davi Alcolumbre ressaltou que o Senado esperou até o último dia 11 para que a Câmara indicasse parlamentares de forma a permitir o funcionamento de apenas uma comissão mista sobre a tragédia de Brumadinho no Congresso Nacional. Como não houve entendimento, a opção foi pela instalação de uma CPI exclusiva do Senado.

— Tentamos diálogo com a Câmara para que fosse constituída uma comissão mista. Houve, por parte do Senado, o compromisso de aguardar indicações dos líderes dos blocos partidários para formatar a comissão. Em reunião de líderes, antes do Carnaval, ficou decidido que até 11 de março o Senado aguardaria a indicação dos blocos partidários. O compromisso assumido com líderes e senadores, que querem exercer seu papel fiscalizador, está sendo cumprido. Portanto, hoje faço a leitura do requerimento de constituição da comissão — explicou Alcolumbre.

O presidente do Senado lamentou ainda que, no decorrer dos últimos dias, houve uma cobrança “injusta” por parte da imprensa quanto à instalação da CPI para investigar o rompimento da barragem de resíduos da mineradora Vale, que provocou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Líder do PSD e autor do requerimento de instalação da comissão, Otto Alencar agradeceu aos líderes partidários a indicação dos nomes para compor a comissão.

— É preciso investigar e dar resposta à sociedade, sobretudo ao povo de Minas, que anseia pela investigação e punição, não só no que se refere à Vale, mas aos homens da empresa e do governo de Minas que favoreceram a instalação da barragem. O rio Paraopeba está hoje praticamente sem oxigênio, está morto, e pode continuar assim por trinta anos. Foi irresponsabilidade da Vale. Tem que impedir que novas tragédias aconteçam em um setor importante para o país, mas que não pode se autorregular — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Senado Federal

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