Amazon lança coleção que leva assinatura de três agentes literárias brasileiras

A Coleção Identidade nasce carregando a chancela de Lucia Riff, Luciana Villas-Boas e Mariana Teixeira Soares e com nomes como Aline Bei, Edney Silvestre, Estevão Azevedo e Tércia Montenegro

Talita Taliberti, Mariana Teixeira Soares, Luciana Villas-Boas, Lúcia Riff e Ricardo Garrido no lançamento da coleção Identidade | Leonardo Neto

A Amazon reuniu agentes literários, autores e jornalistas em um wine bar na Gávea, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, para anunciar a sua Coleção Identidade. Com curadoria de três importantes agências literárias brasileiras (Riff, MTS e Villas-Boas & Moss), a novidade reúne contos de 30 autores que serão vendidos individualmente a R$ 1,99 ou reunidos em três antologias (cada uma assinada por uma agente) por R$ 9,90. Os textos – avulsos ou reunidos na coletânea – estão disponíveis apenas no formato digital para compras individuais ou para assinantes do Kindle Unlimited.

Nos próximos 30 dias, a Amazon investirá pesado na promoção da Identidade, que ocupará a principal posição na home da varejista na internet. A cada dia, um conto será vendido a um preço promocional de R$ 0,90. O primeiro é Dauphine, 237, de Miriam Leitão, endossado por Luciana Villas-Boas, da Villas-Boas & Moss.

Além de Miriam, participam da coleção nomes como André de Leones, Aline Bei, Carlos Henrique Schroeder, Cíntia Moscovich, Edney Silvestre, Estevão Azevedo, Flávio Izhaki, Giovana Madalosso, Marcelo Moutinho, Miguel Sanches Neto, Samir Machado de Machado e Tércia Montenegro.

Ricardo Garrido, gerente de aquisição de conteúdo para o Kindle, disse no encontro que, com a coleção, a Amazon quer levar grandes histórias, valorizando o conto, a um preço acessível aos seus usuários para no fim, aumentar a audiência da ficção no ambiente do Kindle. Na página da coleção dentro da Amazon, é possível acessar mais de uma centena de outros trabalhos de cada um dos autores selecionados para a coletânea.

As agentes contaram que as conversas com a Amazon começaram em maio, mas que nesse momento em que o mercado se encontra em profunda crise causada pela situação dos dois maiores players do varejo de livros no Brasil, a coleção chega em boa hora para a difusão desses autores. “Minha lembrança é que a Talita [Taliberti, gerente do KDP] nos procurou em maio. Essa crise já estava anunciada, mas ainda não definida, mas independente da crise, a literatura brasileira precisa de abertura de espaços”, comentou Villas-Boas. “Estamos sempre abertos a novos projetos, sobretudo nesse momento em que o mercado está tão travado. Todo o discurso da Amazon foi animador e, por isso, aceitamos o desafio de botar essa antologia em pé”, completou Lucia Riff.

De acordo com a Amazon, a maioria dos textos são inéditos, mas na coleção, há contos que já foram publicados em outras antologias. Não houve um recorte temático muito rígido para a seleção dos textos. No caso de Selvageria, a Agência Riff buscou diversidade. “Buscamos autores de variadas idades, de variados gêneros. Tem textos mais leves, outros mais densos. É uma antologia plural. O critério principal foi a qualidade dos textos”, comentou Lúcia Riff. Já os contos que compõem Histórias para os tempos de crise, da Villas-Boas & Moss, perpassam pelo momento político nacional. “Muitos deles refletem questões prementes, como a questão de gênero, homossexualidade. São temas atuais e eternos”, comentou Luciana. Já a agência MTS foi buscar nas gavetas dos seus autores os textos para compor a coletânea Pessoas bacanas. “Pela minha experiência, percebi que muita gente escreve contos. É uma forma curta que serve como exercício e que, muitas vezes, fica engavetada. Vi muitos bons contos que estavam sem destino”, completou Mariana Teixeira Soares.

Fonte: Publish News

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