Uma das coisas malucas do Web Summit é que algumas partes dele mudam todo dia: a feira de startups nos pavilhões, por exemplo, se renova diariamente. O mesmo acontece com alguns assuntos: hoje, no quarto e último dia do evento, está rolando a HealthConf que, como o próprio nome diz, é um palco que fala de tecnologia aplicada à saúde.

Aqui, pude perceber que a tecnologia avança com velocidade na área da saúde, muito além de aparelhos para exames e dos robôs cirurgiões. A nova área de disrupção é muito mais democrática: o “healthtech” veio pra ajudar as pessoas a cuidar e lidar com a própria saúde,

Til Wykes, pesquisadora do Kings College London, comentou que já existem mais de 325 mil apps que se dizem de saúde nas app stores do Google e da Apple, mas que muitos deles não tem em seu desenvolvimento qualquer envolvimento com médicos. Ela pediu ao público que a ajudasse a emplacar junto às lojas de apps o que chamou de quatro princípios básicos pra este tipo de aplicativo: clareza sobre segurança e privacidade de dados, envolvimento de profissionais da saúde no desenvolvimento, testes minimamente padronizados e dosagem (como e quando você deve usar o app).

Depois, vi um painel sobre “design de pessoas” ou “planned people”. Nele, conheci a Ava Science – uma FemTech que está ajudando mulheres a engravidar através de uma combinação de um device (um bracelete que se usa dormindo) e algoritmos.

Por fim, conheci três mulheres divertidíssimas num painel sobre SexTech: de todas elas, a mais interessante foi a Polly Rodriguez, da Unbound Babes, que está produzindo uma linha de acessórios 2-em-1: imagine um anel que você pode usar tranquilamente numa reunião mas que em outro momento, usando resposta háptica, vira um vibrador. Este é o Palma Ring.

Devices como o Palma e outros apresentados aqui têm um segundo papel: o de normalizar a conversas sobre sexualidade e doenças mentais. Incrível ver mulheres liderando este movimento!

Fonte: B9

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