Brasília – Confira o artigo “A força da serenidade”, de autoria do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, publicado na edição de sexta-feira (12), do jornal Zero Hora, de Porto Alegre:

A força da serenidade

Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB e da UALP

Em pouco mais de duas semanas será definido o nome do novo presidente da República. Ao vencedor fica o compromisso de governar para todos os brasileiros, unindo a sociedade em torno de um objetivo único: o avanço socioeconômico e a pacificação social. É preciso, mais do que nunca, governar buscando o encontro de ideias, não o confronto. O momento é de união. Responsabilidade é palavra chave e demonstração de maturidade democrática para governo e oposição.

O Brasil tem aguardado pelo novo eleito com muita expectativa. Espera-se que o próximo mandatário seja capaz de conduzir a um novo patamar um país que hoje se encontra em um estado de crise ética, moral e econômica.

Esse caminho terá de ser trilhado tendo a Constituição como bússola, resguardando o Estado Democrático de Direito, as instituições e a confiança depositada pelas cidadãs e cidadãos. O combate à crise não pode ser usado como justificativa para relativizações a esses bastiões democráticos.

Por isso, é também momento de renovar a esperança e a confiança nas instituições e preservar o regime democrático conquistado com tanto sacrifício. A democracia é justamente o que garante o direito de cada um expressar sua opinião.

Os desafios serão enormes e é fundamental que cada um de nós tenha consciência de seu papel. É imprescindível que a ponderação, o equilíbrio e temperança sejam a tônica das relações políticas e sociais. O conflito não interessa a ninguém.

São preocupantes as notícias de violência que se espalham pelo país, bem como a disseminação de notícias falsas. Inaceitável os extremismos, sejam eles de esquerda ou de direita. Não é tolerável que movimentos políticos sejam patrocinadores do ódio, da mentira e da intolerância. 

O povo renovou significativa parcela do Legislativo, mas a responsabilidade não termina com o voto. É o momento de fiscalizar e cobrar coerência dos eleitos. A participação ativa do cidadão é ingrediente básico para aprofundarmos as raízes de nossa democracia e dos valores tão bem expressos em nossa Constituição.

Fonte: OAB

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