Com a compra da 20th Century Fox pela Disney, a Sony agora é o último grande estúdio a manter direitos de personagens Marvel fora do conglomerado de Mickey e seus amigos. Com isso, várias especulações vem acontecendo sobre o possível universo de filmes a ser iniciado pela empresa com “Venom”, cuja estreia acontece agora em outubro.

Variety tem uma resposta para essa pergunta, e afirma que o estúdio planeja mesmo construir múltiplas franquias à partir da aventura solo do vilão. De acordo com o jornal, o objetivo da Sony é manter os direitos do personagem e expandir seu universo apesar da parceria com a Marvel iniciada em “Homem-Aranha: De Volta Ao Lar”. “Venom” seria então apenas o primeiro passo para a construção de uma saga dentro do universo do “Homem-Aranha”, o “Aranhaverso”.

Sanford Panitch, presidente da Columbia Pictures, está supervisionando os projetos da Sony, e contou ao jornal que o plano é manter um universo coeso e fiel aos quadrinhos do super-herói. Após “Venom”, o próximo passo do “Aranhaverso” seria “Morbius”, longa-metragem sobre o vampiro inimigo do Homem-Aranha, que será dirigido por Daniel Espinosa (“Vida”) e protagonizado por Jared Leto, de “Clube de Compras Dallas” “Blade Runner 2049”. Enquanto isso, Richard Wenk, roteirista de “O Protetor 2”, foi contratado para escrever uma história centrada na figura de Kraven, o Caçador.

Outro projeto nos plano é “Silver & Black”, filme que acompanharia a Sabre de Prata e a Gata Negra, duas personagens conhecidas do cânone do Homem-Aranha. Existe uma grande possibilidade, porém, de que este filme seja dividido em dois, já que o estúdio acredita que a Gata Negra teria força suficiente para conduzir um filme solo. Contratada anteriormente para comandar o projeto, a cineasta Gina Prince-Bythewood pode deixar a cadeira de direção e assumir o papel de produtora executiva caso se confirme essa divisão, mas a Sony e Panitch garantem que a ideia é procurar outras mulheres para comandar os filmes.

Panitch também promete que a Sony apostará em filmes para maiores, seguindo o legado de obras como “Logan” e “Deadpool”. Além disso, promete diversidade na escolha dos personagens: “O Homem-Aranha conecta diversos personagens. Há vilões, heróis, e anti-heróis, e muitas personagens femininas”, lembrou o executivo, que cita como exemplo a Silk, heroína de origem sul-coreana e diz não haver motivo para os personagens da Marvel serem “mais diversos”.

Apesar de na teoria ser um planejamento muito conciso, na prática tudo depende do desempenho de “Venom” nas bilheterias. Apesar da promessa de ser um filme violento como os fãs desejam, a adaptação que contará a história do vilão já recebe críticas por tratar o personagem como anti-herói e é vista com desconfiança por conta do que mostrou nos trailers.

Resta aguardar, portanto, e observar como estarão os planos da Sony após 2018. Vale lembrar, por exemplo, que a Fox tinha um plano parecido para os X-Men no fim da década passada. Filmes sobre Gambit, Professor Xavier e Magneto estavam programados, mas acabaram sendo postos de lado após o fracasso do primeiro “Wolverine” – no caso de Gambit, as especulações continuam até hoje, mas não se traduziram em um filme. A Fox só deu a volta por cima quando refez a saga X-Men e decidiu transformar “Logan” e “Deadpool” em obras para maiores, o que permitiu maior fidelidade aos personagens dos gibis.

Outro fator que pesa é que, diferente do Homem-Aranha, os X-Men possuem muitos personagens com histórias nas quais são protagonistas. Já com o Homem-Aranha, todos os vilões costumam girar ao seu redor, o que dificulta imaginar uma obra que acompanhe, por exemplo, o Lagarto ou o Duende Verde, sem que haja o super-herói para combatê-los. Mais difícil ainda é imaginar que esses filmes consigam convencer o público que desconhece os personagens de ir ao cinema.

Em contrapartida, a Disney tem sido bem-sucedida com o universo cinematográfico da Marvel e pode servir de exemplo. Há de se destacar, porém, que o estúdio tinha o direito de vários heróis conhecidos, como Capitão América e Hulk, diferente da Sony, que pretende fazer filmes com personagens menos populares.

Fonte: B9

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.

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