O governo americano enfim deu seu veredito sobre se a procedência da fusão entre a Warner Bros. e a AT&T pode acontecer ou não e o resultado foi que sim, a operação pode acontecer. Após seis semanas de julgamento, o juiz Richard Leon anunciou a decisão hoje em uma sessão na corte federal, contrariando a divisão antitruste do Departamento de Justiça americano que pedia a reprovação do acordo.

Aos olhos da divisão, o negócio feito entre o estúdio e a operadora seria ilegal porque a consequente verticalização resultante da união resultaria em mudanças drásticas que custariam apenas aos consumidores. De acordo com a Variety, O argumento principal usado pelos advogados para impedir a fusão era que a AT&T e a Time Warner poderia aumentar as taxas exigidas pelo lado da operadora para acesso a canais como a TBS, a TNT e a CNN.

A decisão por permitir que duas grandes empresas de dois ramos poderosos se unam no mercado obviamente traz algumas consequências importantes para o mercado. Além de vários grupos importantes perceberem que é possível crescer ainda mais à partir de negociações parecidas, a aprovação da junção entre AT&T e Warner é significativa para o caso da compra da 21th Century Fox pela Disney, que deve encarar daqui alguns meses uma decisão parecida. A notícia é ótima para a empresa de Bob Iger mas também interessa muito à Comcast, que há algumas semanas anunciou que estaria preparando uma oferta para disputar o direito às propriedades oferecidas pela Fox – e este novo resultado seria essencial para definir se o conglomerado iria ou não botar em prática o plano.

O departamento de justiça americano pode apelar sobre o resultado, mas isto não necessariamente significa que a transação poderá ser atrasada ou impedida. Para isto acontecer de fato, o governo agora tem que provar que permitir esta fusão trará danos irreparáveis à sociedade americana, além de comprovar que seu caso pode vencer na corte.

Já a AT&T e a Time Warner marcaram para o próximo dia 21 de junho para finalizar o acordo anunciado em outubro de 2016, que na prática representa uma fusão no valor de 85,4 bilhões de dólares.

Fonte: B9

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.

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