Comerciais de camisinha no geral seguem um modelo mais ou menos comum: seja numa balada ou num quartinho íntimo, é um casal que estrela os vídeos, com seus corpos em pleno estado de atração servindo de foco maior das peças. É do sexo, afinal, que o mercado de camisinhas tira seus lucros, então é um pouco óbvio que esta atividade sempre ganhe a atenção em sua publicidade.

Para dar uma remexida no formato, a SKYN Condoms resolveu botar em prática uma ideia mais ou menos original que brinque com essas noções. Em uma peça de 45 segundos, a marca criou um universo cheio dos néon e digno das ficções-científicas, um mundo onde os prazeres do contato humano (sejam eles o sexo ou qualquer outra atividade de interação) foram substituídos pela frieza da tecnologia – o que não deixa de ser uma baita de uma indireta para o cenário contemporâneo, onde isso de certa forma está sempre acontecendo. Mas em meio a sessões conjuntas e solitárias de VR e algumas cenas num bares futurísticos, o contato físico acidental entre dois estranhos acaba disparando o desejo pelo sexo e a camisinha se torna a ferramenta ideal para materializar esta vontade. Confira acima o resultado.

De acordo com a diretora publicitária da SKYN na agência Sid Lee Paris Trisha Mitra à Adweek, a ideia da peça surgiu da noção verdadeira sobre o quanto a tecnologia tem interferido no curso das relações humanas. “Um olhar sobre a intimidade e a sua evolução com o passar do tempo evoca uma verdade difícil: nós estamos fazendo cada vez menos sexo em relação às nossas gerações passadas e em meio a uma miríade de comportamentos e tecnologias que nos mantém em uma conexão constante” ela afirma, emendando que ela e sua equipe viram que a tecnologia “seria um bom ponto de partida” nesta jornada sobre o tema conforme eles foram se aprofundando no tema: “Nós tínhamos uma mensagem para enviar e sabíamos que teria que ser ousada e intrigante na forma de contar esta história. Cada cena do filme é centrada em torno de uma ‘barreira íntima’ que o espectador talvez vá se identificar com, e nós estávamos procurando por maneiras divertidas e criativas de acionar este momento a-há.” ela conclui.

Fonte: B9

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