Fortaleza – Os direitos da criança, do adolescente e do idoso foram o tema do sexto e último painel realizado durante a VII Conferência Internacional de Direitos Humanos, realizada em Fortaleza. A mesa foi presidida pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Martin de Almeida Sampaio, e contou com a presença de três presidentes seccionais, Marcelo Mota, presidente da OAB-CE, Rodolpho César Maia de Morais, presidente da OAB-RR, e Luiz viana, além do diretor tesoureiro, Antonio Oneildo, e do presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Jarbas Vasconcelos, e do presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, Everaldo Patriota.

A conselheira federal por Sergipe, Glícia Thais Salmeron de Miranda, falou sobre diferentes aspectos que envolvem a violência contra crianças e adolescentes. Ela chegou a pedir um minuto de silencia em respeito à morte de adolescentes em Goiás. “Gostaria de dizer que estamos falando e que precisamos falar de crianças e adolescentes felizes. Criança cidadã, adolescente cidadão. Porém, a gente não pode falar disso que falamos de crianças e adolescentes que são violentados diuturnamente. Sofrem abusos, explorações sexuais, são colocadas em situação de risco no trabalho infantil, estão fora da escola e do contexto familiar porque estão na rua porque estão sobretudo fora da nossa discussão institucional. Precisamos fazer a discussão e ter como pauta prioritária aquilo que diz respeito às nossas crianças”, afirmou ela.

O vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Bahij Amin Aur, abordou a questão dos direitos humanos sob a óptica dos idosos e da necessidade de garantias e direitos. “Não adianta a sociedade trabalhar para que as pessoas vivam mais se essa vida a mais não é de qualidade. Se for para ser uma vida mais longa para que o idoso permaneça na invisibilidade da sociedade, alijado dos protagonismos que quaisquer outros cidadãos desfrutam, não há vantagem nessa conquista. É preciso que a longevidade alcançada seja acompanhada da manutenção de todos os direitos que tem o cidadão acrescidos de direitos próprios de proteção dada a fragilização que inevitavelmente ocorre com a idade mais avançada. Daí a razão pela qual o nosso grande lema é que seja propiciado às pessoas com mais idade um envelhecimento ativo, com autonomia e protagonismo, participação na sociedade, convivência, relações familiares e trabalho”, defendeu Amin Aur.

Fonte: OAB

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.

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