Dyogo Oliveira se reuniu com empresários do setor de mineração e da Câmara de Comércio Brasil-Canadá e participou da abertura da Bolsa de Toronto


publicado
05/03/2018 18h40,


última modificação
05/03/2018 20h54

“Em 2017, o Brasil iniciou um novo ciclo de crescimento econômico. Os sinais de uma economia em expansão são generalizados. O investimento, em particular, está subindo constantemente, o que nos mostra que estamos no caminho certo”, disse o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, a empresários e investidores em Toronto. Ele particiou de eventos na cidade canadense no domingo, 4, e nesta segunda-feira, 5.

Acesse cobertura completa da viagem oficial

“Nesse contexto, vale a pena notar que a economia brasileira agora, em contraste com crises passadas, se mostra muito mais resiliente e capaz de resistir a turbulências”, completou. 

O ministro ressaltou, ainda, que o ano de 2017 marcou o início da recuperação do mercado de trabalho, com um aumento da população empregada em 3 milhões de pessoas, em contraste com a perda de emprego no mesmo período dos dois anos anteriores. Parte desse ganho no poder de compra do agregado familiar foi devido à forte redução da inflação: em 2017, o IPCA (variação dos preços no comércio ao consumidor) atingiu 2,95%, o menor resultado para um ano desde 1998.

INDICADORES

Dyogo Oliveira disse aos empresários que os indicadores dos mercados financeiros têm refletido o reconhecimento de que a economia brasileira alcançou um impulso favorável. Por exemplo: o Risco Brasil, medido pelo CDS  (Credit Default Swap) de 5 anos, está abaixo dos níveis registrados durante o período de investimento de 2008 a 2015; e o mercado de ações está crescendo em patamres recordes.

Além disso, as expectativas do mercado reforçam as boas perspectivas para a economia. De acordo com a pesquisa do Banco Central entre os participantes do mercado, o crescimento do PIB deverá aumentar para 2,9% em 2018 e 3,0% em 2019, enquanto a inflação do consumidor está bem ancorada em 3,73% em 2018 e exatamente na meta de inflação em 2019 e em 2020 (4,25% e 4,0%, respectivamente).

“Desde maio de 2016, o governo brasileiro apresentou uma agenda abrangente e ambiciosa para restaurar a confiança a curto e médio prazo na economia brasileira e fornecer as bases necessárias para aumentar seu potencial de crescimento a médio e longo prazo”, destacou o ministro. “Isso  permite que o país aproveite ao máximo suas potencialidades econômicas e sociais e aproxime o Brasil do cumprimento de seus objetivos de desenvolvimento”, continuou.

Oliveira também ressaltou que o país vem promovendo reformas estruturais, visando ao equilíbrio fiscal e ao crescimento sustentável; medidas administrativas que permitam ganhos de eficiência e modernização do Estado; e mudanças nos quadros legais regulatórios e de infraestrutura.

“Uma recuperação efetiva e sustentável só pode ser trazida por meio de uma série de reformas estruturais que injetem dinamismo na economia, expandam a produtividade, melhorem a segurança legal e reduzam a dependência das medidas estatais de estímulo”, reforçou.

MINERAÇÃO

O ministro destacou também os progressos no setor de mineração. Segundo ele, o governo federal tem trabalhado para melhorar o meio ambiente de investimentos por meio de proposições legais com o objetivo de proporcionar ainda mais estabilidade legal e regulatória.

Por isso, o governo criou a Agência Nacional de Mineração para regular e supervisionar o setor com objetivo de ter mais autonomia e transparência. “Em relação ao mercado de commodities de mineração, os custos de transação foram reduzidos pela recente simplificação dos procedimentos fiscais”, explicou. “E ainda não terminamos.Tendo em mente a regra ‘primeiro a chegar, primeiro a ser servido’ para todos os investimentos, manteremos o movimento para regulamentar melhor o setor de mineração e fazer do Brasil uma escolha ainda melhor para investir”.

“O Brasil tem hoje baixa taxa de juros e de inflação, bons mercados de trabalho e de crédito, bom ambiente para investimento. É hora de estar no Brasil e fazer negócios com empresa brasileira”, sublinhou em palestra onde destacou também oportunidades como a carteira de 145 projetos do PPI nos diversos setores de infraestrutura, entre eles energia, rodovias, aeroportos.

PADC 2018

No domingo, 4, o ministro Dyogo Oliveira participou da inauguração do estande do Brasil no PDAC (Prospectors and Developers Association of Canada). Este é considerado o maior evento mundial para captação de recursos para projetos minerais. Reúne investidores, profissionais e representantes governamentais em um ambiente de negócios e debates relacionados com exploração mineral e depósitos minerais. A participação brasileira tem como objetivo promover o setor mineral e divulgar o nosso potencial econômico.

Segundo Oliveira, o Brasil apresenta grandes oportunidades para o desenvolvimento da mineração. “É necessário criar um ambiente econômico e regulatório adequados para o desenvolvimento dos negócios e atração de investimentos”, disse.

BOLSA DE TORONTO

O Brasil fez história na Bolsa de Valores de Toronto. Nesta segunda-feira, o ministro Dyogo Oliveira, o secretário de Estatais, Fernando Soares, e empresários do setor de mineração participaram de homenagem às empresas brasileiras no “Brazilian Mining Delegation”. Cerca de 35 empresas nacionais estão listadas na bolsa canadense, todas representantes do setor mineral.

Essa é uma das bolsas mais importantes do mundo para o setor de mineração. São mais de 30 empresas brasileiras que estão acessando o mercado de capitais canadense para se financiar.

Durante visita à Bolsa de Toronto, Oliveira afirmou que o processo de captação de recursos no mercado internacional é fundamental para as empresas brasileiras. “E o nosso governo tem incentivado esse movimento para captar cada vez mais recursos e investir no Brasil”, destacou o ministro.

Fonte: Governo Federal

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.