O fast food hoje ainda se mantém como principal atrativo nas praças de alimentação e para jovens de saída das festas da noite, mas no resto ele luta para não ficar no passado. Donos de “refeições” altamente calóricas, redes como o McDonald’s e o Burger King já sofreram todo tipo de crítica, desde o tratamento cruel dado aos animais que servem de ingrediente a seus pratos ao teor extremamente prejudicial de seus produtos no organismo humano – alguém se lembra de “Super Size Me”? Isso sem contar toda a sua contribuição notória para o crescimento da população obesa nos Estados Unidos, que hoje promove grandes campanhas governamentais focadas na saúde e em uma melhor alimentação.

É por motivos assim que as empresas por trás destas cadeias de restaurantes estão agora constantemente preocupados em reformular o cardápio e baixar o seu teor prejudicial, numa medida que serve tanto de prevenção de saúde como de ação de melhoria de sua imagem pública. O mais novo movimento dado neste campo partiu do McDonald’s, que anunciou nesta quinta (15) que irá promover mudanças extensas e de caráter global ao seu McLanche Feliz, a sua famosa refeição infantil.

De acordo com o anúncio, a rede irá cortar quantidades substancias de calorias, sódio, gordura saturada e açúcar de suas refeições infantis, além de manter como prioridade o corte de ingredientes artificiais e o ajuste da publicidade voltada aos pequenos (é o fim da participação de alimentos nas propagandas infantis da empresa). O cheeseburger não será mais anunciado como parte do kit (apesar de poder ser pedido separadamente), deixando os McLanches Felizes nos Estados Unidos com apenas 600 calorias à partir de junho. As porções de nuggets não serão mais vendidas com pequenas quantidades de batatinhas – se antes podia-se pedir uma caixinha com quatro nuggets e fritas, agora só se poderá adquirir uma caixinha de até seis pedaços de frango compactado para as crianças.

A meta global do McDonald’s é um pouco mais ambiciosa. A empresa quer que metade do cardápio do McLanche Feliz seja de refeições com 600 calorias ou menos até 2022, atendendo no processo o seu critério nutricional pré-estabelecido de 650 miligramas de sódio e menos de 10% de calorias provindas de gordura saturada e de açúcar.

Em declaração dada à Business Insider, a líder de nutrição global da rede Julia Braun afirmou que a ideia do McDonald’s com essas mudanças é mudar a percepção dos pais sobre a empresa, que recentemente também cortou conservantes de suas refeições. “Como mãe eu sempre ouço comentários como ‘você não alimenta seus filhos com McDonald’s’ ou ‘você não dá McDonald’s aos seus filhos, né?’, e eu fico chocada.”, diz ela.

Fonte: B9

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Central da Pauta.

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